domingo, 21 de outubro de 2012

O QUE É A MAÇONARIA


O QUE É A MAÇONARIA

Iniciação do Candidato
Antes da iniciação, a vida do candidato é inquirida por uma comissão, se aprovada segundo critérios pré-estabelecidos, uma dupla de maçons irá até a casa do candidato para estabelecer contato com sua família conhecendo assim o seu “modus vivendi”. Aprovado o seu ingresso na ordem, é então marcado sua iniciação que se dará num “Templo Maçônico” o qual também é denominado “Loja Maçônica”. No dia marcado, o candidato se apresenta no templo, trajando terno preto ou azul marinho. Na porta do templo é recebido por um maçom vestindo um balandrau - que é um tipo de vestimenta preta que cobre todo o corpo - tendo em sua cabeça um tipo de chapéu pontiagudo como se fosse um cone (como os utilizados pela inquisição) ficando à mostra somente seus olhos, nariz e boca. Aqui seus olhos são vendados com um pano escuro, de modo que nada veja o que ocorre à sua volta. O candidato tem acesso a uma espécie de átrio onde do mesmo são retirados todos os objetos metálicos, tais como anéis, relógios, pulseiras, abotoaduras, dinheiro e seu cinto. A calça na perna esquerda é enrolada até a altura do joelho, do seu pé direito é retirado sua meia e seu sapato, sendo calçado um chinelo ordinário; seu paletó é retirado assim como a gravata, a sua camisa é aberta, o lado esquerdo é despido, assim como a manga direita da sua camisa é enrolada até entre o ombro e o cotovelo, sendo então lhe é colocada uma pequena corda em volta do seu pescoço.
Desta maneira o candidato, de muito boa fé, de boa mente, degradado, na sua condição mundana e pobreza espiritual e em conseqüência desta situação que se encontra, o mesmo tem o ardente desejo de ser enriquecido com a sabedoria e luz maçônica, que o mesmo irá receber. Imagine caro leitor a que ponto chega o ser humano, quando iludido por enganos! Quantas pessoas inteligentes se submetem a estas condições degradantes em busca de crescimento espiritual! Os maçons afirmam que os templos são locais de estudo e aperfeiçoamento e que a mesma não é uma religião. Vamos verificar no decorrer deste estudo, que esta é uma falsa afirmação.
Voltando ao ritual de iniciação, ao candidato antes de adentrar o recinto é lhe perguntado se está bem, se está preparado para as provas que irá enfrentar, etc... criando assim um ambiente de misticismo e ansiedade no candidato. Com os olhos vedados, significando sua condição de profano (pois assim são chamados todos aqueles que não tem a sabedoria ou luz maçônica ou não conhecem a arte real). Já no interior do templo, amparados por dois maçons, é conduzido por caminhos imaginários que se supõe seja sua condição mundana e então o mesmo é colocado sob algumas situações, como a ponta de uma espada colocada em seu peito na altura do coração, o sentar em uma cadeira cheia de pontas de pregos, fazer alguns juramentos e depois, se estiver mentindo, tomar de uma taça como cheia de um veneno mortal, que na verdade é somente água com açúcar e muitas outras coisas sem relevância. Nestas iniciações podem também ser utilizados esquifes, crânios, velas, acácias e outros objetos que ficam a critério de cada loja. Depois de aproximadamente uma hora gasta neste ritual, a venda é tirada dos olhos do então agora chamado neófito. Todos os maçons presentes apontam suas espadas na direção do mesmo, que é denominado irmão aprendiz e é cingido com um avental branco com a abeta virada para cima. O neófito é aplaudido por todos os presentes e, a partir deste momento, o mesmo passa a fazer parte da ordem que no Brasil são regidos por – o Grande Oriente do Brasil, o Grande Oriente de São Paulo e grandes lojas (de orientação Inglesa e Escocesa).
Abro aqui um parêntese, porque se faz necessário um esclarecimento sobre a composição de autoridades maçônicas que regem o templo. O Venerável Mestre ou Presidente da Loja é eleito para determinado mandato, e é a autoridade máxima na diretoria eleita. Irmão Orador é um maçom de bastante cultura, que rege estudos ou aconselhamento na loja, chamado também de Irmão de Muita Sabedoria. O Irmão Tesoureiro é responsável pela coleta, administração, gastos, e prestação de contas do sistema financeiro da loja. Dentro das lojas o dinheiro é chamado de medalhas cunhadas. Irmãos Primeiro e Segundo Vigilantes são uma espécie de guardiões das colunas do templo, das quais falaremos mais adiante. Irmão Guardador da Porta do Templo é o que recebe a entrada e saída dos maçons no templo. Faço aqui uma observação: na maçonaria existe uma graduação como a seguir: Grau de Aprendiz, Grau de Companheiro e o terceiro grau que é o de Mestre Maçom, este é o grau da Plenitude Maçônica, os graus acima disso até 33º são somente graus simbólicos atingíveis por estudos e provas a que são submetidos.
Do Modelo do Templo
Internamente o templo é um misto de cópia que os maçons afirmam ser do Templo de Salomão, que na realidade, não é de longe nem um esboço do mesmo relatado pela Bíblia sendo uma invenção humana com muitas adaptações. Como afirmei, não pode ser considerado modelo de fidelidade.
A Composição Física da Loja
Pode ser assim descrita: Depois da porta principal estão localizadas duas colunas chamadas Boaz e Jaquin. Estes são posicionadas uma a direita e outra a esquerda conforme prefiguração que os maçons acreditam ser referência a II Crônicas 3:15-17. Existe no chão um mosaico quadriculado nas cores branco e preto, logo à frente tem um pequeno púlpito onde fica o livro da sabedoria, a Bíblia, o Alcorão, o Mahabharata ou outro segundo a preferência dos membros. Existem fileiras de cadeiras dos dois lados do salão onde se sentam membros e visitantes. Na parte frontal da loja fica um plano mais elevado onde ficam as outras autoridades da loja, como o presidente, orador, tesoureiro e secretário. Ninguém tem acesso às reuniões a não ser os próprios maçons; esposas, filhos e visitantes só têm acesso a loja nas chamadas festas brancas, que são eventos, banquetes, etc.
Do Ritual e Procedimentos
Existe um pequeno púlpito, onde está aberta uma Bíblia aberta no Salmo 133 que é lido na abertura da reunião, em outro leitura é lido Amós 7:7,8. Cada oficial eleito toma o posto para o qual foi eleito, os assuntos ali tratados são os mais variados possíveis, de interesse da própria loja e de outras lojas. Nunca entendi o porque do segredo destas reuniões pois são assuntos, a meu ver, irrelevantes e sem a necessidade do valor que a eles são atribuídos. Nos dezessete anos em que fui maçom, fora os estudos e iniciações ali realizadas, nada vi que tivesse a importância a ponto de não serem consideradas de conhecimento público.
A maçonaria atualmente está tão degradada a ponto de hoje existirem lojas maçônicas mistas (homens/mulheres) e lojas somente de mulheres e este fato se deu porque maçons revelaram as suas esposas os procedimentos e conteúdo das reuniões quebrando assim uma hegemonia masculina de quatro séculos.
A Bíblia, O Cristo Jesus e Outros
A Bíblia para os maçons não é de maneira nenhuma a sua regra de fé. A mesma para eles é apenas um livro filosófico sem nenhuma importância para a salvação dos homens. O sacrifício de Cristo na cruz para a salvação dos pecadores é ignorado pela maioria, senão digo pela totalidade. Cristo é apenas um iluminado. Os maçons não aceitam ateus, ou seja, ninguém que não crê num ser maior como o G.A.D.U. (Grande Arquiteto do Universo ou também o Grande Geômetra), assim como Alá dos Mulçumanos e outros.
Existem lojas Brasileiras que incluem em seu ritual correntes feitas por maçons que invocam o nome de maçons já falecidos. Inclusive existem lojas que aos iniciados é dado o nome de um maçom eminente já falecido como Jaques de Molay, Voltaire, Mozart, Andrada e outros.
Os maçons dizem descender dos antigos Egípcios mas não há provas verdadeiras destas afirmações. O que existe de comprovado é que este movimento se iniciou no século XV na França e também na Inglaterra de onde se propagou para o mundo então conhecido. Muitas lojas Brasileiras tem aderido as suas fileiras Espíritas-Kardecistas daí o seu caráter caritativo e a tendência do seu ritual religioso, do qual eles alegam não ser (maçonaria espírita).
Simbologia
O símbolo mais conhecido dos maçons é o esquadro e o compasso pelo qual os maçons são universalmente conhecidos. Existe também o olho direito inserido num triângulo, o qual é chamado pelos maçons do olho que tudo vê, ou seja, o olho de Deus.
Como a palavra maçom na língua Francesa significa pedreiro, são muitas as ferramentas usadas em seu simbolismo assim como o maço (martelo), o cinzel (palhadeira), a colher de pedreiro, o nível, o esquadro e o prumo. Aproveitando o simbolismo, atrelados a toda esta simbologia existe uma suposta lenda a respeito de Hirão (1 Reis 7.13,14) na construção do templo durante o reinado de Salomão. Esta lenda envolve a acácia, considerada pelos maçons como uma espécie de arvore sagrada que biblicamente não passa de uma estória inverídica, anti-bíblica, somente crível para aqueles que não pesquisam as Escrituras. São enganados porque assim o preferem, permanecendo no erro e se sujeitando a ele.
Esta sociedade secreta se deu no passado a aspirações políticas. Um exemplo disso é a independência do Brasil onde o Imperador Dom Pedro I foi iniciado na maçonaria e nesta mesma cerimônia foi elevado ao grau de mestre levando como segundo nome “Guatimozin” nome de um indígena Mexicano que foi mártir de um causa naquele país. Logo depois deste episódio deu-se a libertação do Brasil do Portugal, e Dom Pedro I como imperador do Brasil.
A maçonaria em épocas passadas teve seu braço interferindo na política de muitos países. Não podemos deixar de registrar a inimizade entre a maçonaria e a Igreja Católica que por séculos perdurou, por interesses comuns à ambas as partes. Atualmente existe uma tolerância mútua.
A literatura maçônica que envolve rituais e procedimentos são escritos com linguagem cifrada que só os iniciados conseguem traduzir.
Mitos e Enganos que Vulgarmente se fala das Lojas /Maçônicas.
1. Que a imagem de Cristo na cruz (crucifixo) é chicoteada em alguns rituais.
R: Falso, isto não acontece.
2. Ritos de magia negra e bruxaria acontecem dentro das lojas.
R: Falso, isto não acontece.
3. Que as artes maçônicas são tão antigas como a existência do próprio homem na terra.
R: Falso, não há comprovação histórica para tal alegação.
4. A veracidade Bíblica para atestar a lenda de Hirão e a acácia para embasar seu ritual.
R: Falso, a Bíblia nada fala a esse respeito, que este fato é citado como bíblico, mas isto não está escrito, sendo invencionice humana, mentira, para apoiar um ritual espúrio.
5. Que a maçonaria só aceita em seus quadros pessoas de ilibado procedimento em sua vida.
R: Falso, a maçonaria recebe em seus quadros pessoas de todos os tipos. Cada loja é soberana para aceitar pessoas de acordo com suas conveniências.
6. Que dentro dos templos todos são iguais, existe um nivelamento.
R: Falso, dentro das lojas existem elites que tem proeminências e destaque, devido aos cargos que exercem na vida secular.
6. Que a pessoa fica rica quando entra para a maçonaria.
R: Falso, todo maçom tem que trabalhar e prover sustento para sua família. Se o mesmo sofrer algum revés em sua vida, ele será amparado assim como sua família.
Dos Juramentos
Quando do seu ingresso na ordem, o iniciado tem que proferir juramento assim como em mudança de grau. Cito aqui os três juramentos principais:
Primeiro Grau – Aprendiz Maçom
Juro nunca revelar os segredos a mim revelados, como artes, procedimentos ritualísticos, revelações místicas, e outros.
Sob pena de ter cortada minha garganta de um lado ao outro, e ter arrancada a minha língua e após isto ter meu corpo enterrado nas areias do mar sob o fluxo e refluxo das ondas.
Segundo Grau – Companheiro Maçom
Idem ao juramento do primeiro grau.
Sob pena de ter meu coração arrancado e ter meu corpo enterrado nas areias do mar sob o fluxo e o refluxo das ondas.
Terceiro Grau – Mestre Maçom
Idem aos juramentos do primeiro grau – aprendiz e o segundo grau de companheiro maçom.
Sob pena de ter rasgado meu ventre e expostas as minhas entranhas e ter meu corpo enterrado nas areias do mar sob o fluxo e refluxo das ondas.
Rito Escocês, antigo e aceito.
Conclusão
O autor deste trabalho foi membro ativo da maçonaria por dezessete anos. Porque ingressei na ordem? Primeiro por curiosidade, depois para conhecimento do que se passava lá dentro - por exemplo, as coisas secretas. Tive parentes e amigos maçons que me incentivaram a ingressar nos seus quadros, estar próximos as elites, pois todas as pessoas influentes que conhecia eram maçons.
A Chamada
O meu Senhor Jesus, o Cristo de Deus, meu Salvador me chamou para servi-Lo. Foi um novo nascimento, Ele me tirou dum charco horrível e pôs seguro os meus pés sobre uma rocha firme. Ele me limpou para que eu me tornasse novo. “E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência;” Efésios 2.1,2
Porque a maçonaria é incompatível com o cristianismo Bíblico? Vou responder com versículos bíblicos (Bíblia Almeida Fiel).
“Jesus lhe respondeu: Eu falei abertamente ao mundo; eu sempre ensinei na sinagoga e no templo, onde os judeus sempre se ajuntam, e nada disse em oculto.” João 18.20
“Mas nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser sabido. Porquanto tudo o que em trevas dissestes, à luz será ouvido; e o que falastes ao ouvido no gabinete, sobre os telhados será apregoado.” Lucas 12.2,3
“Porque nada há encoberto que não haja de ser manifesto; e nada se faz para ficar oculto, mas para ser descoberto.” Marcos 4.22
“Eu, porém, vos digo que de maneira nenhuma jureis; nem pelo céu, porque é o trono de Deus; Nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei; Nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto. Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna.” Mateus 5.34-37
“Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.” I Coríntios 10.21
Advertência Final
Tudo o que aqui foi escrito, meu caro leitor, é uma advertência para te mostrar o que se passa nesta sociedade secreta e conhecendo esta verdade, te previnas e te esquives de incorrer no mesmo erro que cometi no passado. Não poderei voltar ao passado para fazer um novo presente, mas no presente com auxilio do Senhor Jesus Cristo faremos um novo futuro.
Amigo leitor tenha sempre em mente os versículos com que encerro este trabalho.
“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” João 14.6
“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” II Coríntios 5.17
Que o Senhor te abençoe

O Processo de Peneiração


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O Processo de Peneiração




Por David Wilkerson
Uma noite antes de Sua morte, Jesus se assentou com os discípulos para compartilhar da ceia da Páscoa. Reunidos, o grupo teve um período íntimo de comunhão. Então, ao final da refeição, Cristo solenemente diz: “A mão do que me trai está comigo à mesa” (Lucas 22:21).
Que verdade pavorosa a ser vista num momento de tanta intimidade. Satanás havia audaciosamente entrado num dos discípulos do próprio Jesus, Judas.
Um outro momento incrível já havia ocorrido à mesa. Jesus tinha tomado um pedaço de pão, representando Seu corpo partido, molhado-o em vinho e estendido-o a Judas. O discípulo maquinador então estendeu sua mão possuída pelo demônio para recebê-lo; era como se o próprio Satanás estivesse tomando o corpo de Jesus nas mãos para esmagá-lo.
Você deve ter pensado como eu: como o diabo conseguiu possuir Judas? Ninguém cai tanto da noite para o dia; ninguém pode, tão de repente, ser sobrepujado por um pecado para que possa intencionalmente trair o Filho de Deus, sabendo que isso levará à Sua morte. Tristemente, a verdade é que Judas foi uma conquista fácil para Satanás. Os evangelhos revelam que Judas possuía um histórico de cobiça. Secretamente, ele enfiava a mão e pegava o dinheiro do grupo. E por albergar este espírito de cobiça, Satanás foi capaz de lhe enganar com o tempo.
O mesmo tem acontecido vez após outra aos cristãos pelos séculos. Satanás tem derrubado multidões de crentes que nunca permitiram se livrar de um pecado que os assediava. Tenho visto inúmeros ministros de Deus caindo por todos os lados, homens que no passado foram poderosamente usados por Deus. Com o passar dos anos, estes pastores se viram emaranhados numa luxúria que nunca permitiram que se acabasse. E caíram feio, perdendo tudo.
O próprio Judas foi poderosamente usado por Deus. Ele realizou milagres junto com os outros discípulos, curando os enfermos e expulsando demônios. E, como eles, caminhou junto a Jesus, a Palavra viva. As multidões reconheciam em Judas um devoto servo de Deus.
No entanto, a Bíblia deixa claro: desde o início, Judas era um obreiro da iniquidade. Sua cobiça secreta estava sempre se movendo sob a superfície. E nada que este bendito homem visse ou ouvisse na vida de Jesus, conseguia tocar o pecado em seu coração. Judas se entregou inteiramente à cobiça. Como resultado, foi totalmente sobrepujado pelo diabo.
Uma vez encontrei um ministro que teve essa experiência. Ele disse: “Meu pai foi pastor por cinqüenta anos, e sempre foi pobre. Quando se aposentou, ele e minha mãe eram paupérrimos, mal sobrevivendo. Há poucos anos, ao visitá-los em sua minúscula casa, uma voz surgiu em mim. Disse a mim mesmo que jamais acabaria pobre, como eles. Eu iria fazer e acontecer, tudo que fosse preciso para ter segurança.”
Ele era líder da denominação, e supervisionava vários pastores. Mas logo começou a investir em negócios imobiliários nebulosos. Ele sabia que estava errado, mas não conseguia se libertar do espírito que o acossava. Ele continuava preso ao temor de acabar pobre. Como Judas, este homem foi presa fácil para Satanás, que invadiu seu coração ambicioso.
Há muitos anos atrás, descobriu-se que um evangelista muito conhecido estava envolvido em pecado sexual, o que chocou o mundo. Multidões de cristãos ficaram se perguntando: “Como poderia um homem tão piedoso cair neste tipo de pecado?” Antes deste ministro ter sido descoberto, liguei para ele para saber o que estava acontecendo. Ele confessou que tinha estado envolvido com pornografia desde criança. “Há anos sou atormentado”, me disse. “E tenho carregado esta carga por todo meu ministério.” Em outras palavras, mesmo quando estava pregando com poder, ele voltava a escorregar no hábito. Obviamente, o cativeiro deste homem não surgiu da noite para o dia. Ele foi marcado pelo diabo muito antes, e nunca desfrutou de um período de vitória total.
Creio que atualmente multidões de cristãos são iguais a este homem. São usados por Deus, adoram com fervor, e servem ao Senhor com sinceridade. Mas permitiram um pecado em suas vidas, e com o passar do tempo ele se entrincheirou em profundidade. Agora se tornaram presa fácil para Satanás; o diabo invadiu essa área de fraqueza, e os dominou.
Agora, na Páscoa, Satanás sabia que o reino de Jesus estava prestes a vir. Assim, uma vez tendo possuído Judas, ele se determinou a ir atrás de outro discípulo. Creio que ele fez sentir sua presença na mesa, pois “houve também entre eles uma forte discussão sobre qual deles parecia ser o maior” (Lucas 22:24). Você consegue imaginar uma discussão dessas? Os discípulos tinham acabado de ter um período de comunhão com o Senhor, que lhes declarou estar prestes a morrer. Mas aparentemente, eles não entenderam nada do que Jesus disse. Ao invés, começaram a discutir quem passaria a ser o líder quando Ele partisse.
Isso foi um tremendo prato para Satanás. Ele provavelmente começou a medir os discípulos, um por um, imaginando: “Qual será o próximo? Não será Natanael; Jesus disse que ele não tem dolo. E João? Não, ele é muito íntimo do Mestre, sempre junto a Ele. Ah, lá está Pedro. Jesus o chamou de rocha. Em verdade, Cristo disse que Ele edificaria Sua igreja em cima da proclamação que Pedro fez, de que Jesus Cristo era o Messias. Sim, o próximo será Pedro. Se eu conseguir chegar a ele, vou enfraquecer os alicerces da igreja que virá.”

Satanás Pediu Permissão Para Testar a Lealdade de Pedro
Você provavelmente está familiarizado com a história de Jó, no Velho Testamento. Sendo assim, lembra-se que Satanás não podia tocar este servo piedoso, sem primeiro obter permissão dos céus. O Senhor disse ao diabo que este poderia ir até um certo ponto com Jó. Ele poderia afetar o seu corpo, poderia levá-lo a sofrimentos terríveis, mas não podia lhe matar.
Agora Satanás está no aguardo para ver se consegue transformar Pedro em alvo. Ele diz: “Jesus, dissestes que edificarias Tua igreja sobre o testemunho deste homem. Bem, se estás tão seguro de que Pedro é uma rocha, permita que eu o peneire por algum tempo. Tu verás que ele não serve para nenhum tipo de alicerce. Bem lá no fundo, ele é só areia. Tu sabes que eu já consegui um de teus líderes de base. Agora quero Te dizer que Pedro vai se esfacelar, como aconteceu com Judas.”
Já sabemos que o Senhor permitiu que Pedro fosse peneirado. Mas, por que isso era necessário? Creio que a cena da Páscoa nos dá uma perspectiva. Jesus prometeu aos discípulos: “...eu o confio (um reino) a vós, para que comais e bebais à minha mesa no meu reino, e vos assenteis sobre tronos para julgar as doze tribos de Israel” (Lucas 22: 29 - 30). Os seguidores de Jesus devem ter ficado estáticos quando ouviram isso: o futuro deles estava totalmente garantido. O Senhor em pessoa disse que iriam para o céu. Ele até iria lhes reservar assentos para a Sua mesa; e todos usariam coroas, e governariam e reinariam com Ele por toda a eternidade.
Que incrível garantia de segurança. As palavras de Jesus eram suficientes para sustentar qualquer pessoa pela vida toda, em total fé e confiança. À medida que Pedro ia ouvindo, ele deve ter sentido-se profundamente amado, pensando: “Tenho uma promessa concreta de Jesus. Ele vai me usar por toda a eternidade. E isso me deixa totalmente livre para servi-Lo agora, sem me preocupar.”
Porém, a alegria e a contemplação de Pedro foram abruptamente rompidas. Jesus de repente se dirige a ele com este estranho aviso: “Simão, Simão, Satanás vos pediu para vos peneirar como trigo” (22:31). Posso imaginar a surpresa de Pedro. Ele provavelmente exclamou: “Por que Satanás iria me querer, Senhor? O meu coração é mal? O que fiz para ser escolhido? Afinal de contas, fui o primeiro a reconhecer Tua divindade. Quando estes outros duvidaram, eu não duvidei. Eu até andei sobre as águas contigo. Então, o que quer dizer, serei peneirado? Estás dizendo que Satanás perguntou se poderia fazer isto comigo, e Tu dissestes sim? Onde está Tua proteção sobre mim, Jesus? O que está acontecendo?”
Na época, Israel era uma sociedade agrária, então todo mundo estava familiarizado com o processo de peneiração de grãos. Os roceiros lançavam grandes quantidades de grãos num peneirador, ou crivo, geralmente uma peça de madeira, de 1,30m X 1,30m com o crivo por baixo. Os trabalhadores então sacudiam a peça com força, jogando toda a sujeira e o joio para o chão. Só os grãos puros permaneciam.
A peneiração é obviamente um processo de purificação, que separa o que é mau e inútil, do bom, frutífero. Pode-se perguntar: “Por que Satanás iria querer peneirar Pedro, se só bom fruto poderia advir disso?” Em minha opinião, Satanás achou que a fé de Pedro iria faltar ao ser sacudida. Ele planejava peneirar Pedro com tanta violência, que iria provar que suas sementes da fé eram nada mais do que joio.

O Super Confiante Pedro Não Tinha Idéia
Do Que Estava Prestes a Enfrentar.

Pedro responde a Jesus: “Senhor, estou pronto para qualquer coisa. Quero ser preso, crucificado, morrer contigo. Tu já me dissestes o que me aguarda na eternidade. Que mal vai me fazer ser um pouco peneirado?” (v. Lucas 22:23). Porém, a verdade é que ninguém está preparado para ser peneirado. Não há nada que possamos fazer em nossa carne, para nos preparar para o terrível tipo de abalo que Pedro estava prestes a enfrentar.
Eu acho que o Senhor permite que Satanás peneire em particular os cristãos super confiantes. Estes crentes que já aprenderam muito estão convencidos de que podem resolver tudo que Satanás lhes lançar. Ficam alardeando: “Se o inimigo tentar me derrubar, eu o esmago com o poder de Deus. Eu o expulso da minha vida com a Palavra. O diabo não me toca.”
Ouço este tipo de alarde dos púlpitos no país inteiro. É claro, concordo que temos vitória sobre Satanás pela fé na obra de Jesus na cruz. Mesmo assim, de vez em quando, todo cristão enfrenta peneiramentos súbitos e surpreendentes, e nunca percebe que o diabo está por trás. Movimentações ocorrem constantemente dentro do mundo espiritual, sobre as quais conhecemos muito pouco. Não devemos ser ignorantes quanto aos truques de Satanás, mas, como Paulo diz: “Agora vemos em espelho, de maneira obscura” (I Corint. 13:12).
Talvez agora mesmo você esteja enfrentando uma questão grave, um abalo sem explicação. Você está sendo virado da cabeça para baixo, trucidado, e está achando que é por causa de algo mal de sua parte. Porém, o tempo todo, é Satanás, lhe peneirando como trigo, com a permissão de Deus.
Não entenda mal: o diabo não consegue chegar ao povo de Deus na hora em que ele quer. Ele não pode simplesmente nos derrubar à vontade. Ainda mais, temos esta garantia: as únicas pessoas que Deus permite que sejam peneiradas, são aquelas que Ele escolhe para reedificar Sua igreja caída. Nossos períodos de peneiramento têm o objetivo de nos levar à uma fé intacta e pura. E então Jesus pode usar-nos na obra de restauração da Sua igreja, nos últimos dias: “como está escrito: Depois disto voltarei e reedificarei o tabernáculo de Davi” (Atos 15:16).
Jesus mostrou para os discípulos a diferença entre peneiração e combate espiritual. Ele lhes disse: “O que não tem espada, venda a sua capa e compre uma” (Lucas 22:36). Cristo estava basicamente dizendo: “Estou prestes a lhes deixar. E vocês enfrentarão tremendo combate espiritual. Por todo este tempo fiquei com vocês, lhes protegi; mas agora terão de viver pela fé. Terão de pegar uma espada espiritual e combater o bom combate.”
“Porém, há uma prova ainda muito maior do que o combate espiritual: é o processo de peneiração. Peneiração é um combate cara a cara com Satanás em pessoa, uma batalha pela qual poucas pessoas passaram. Pedro, você será colocado nas mãos do inimigo por algum tempo, e a espada não vai lhe ajudar. O diabo está prestes a lhe desferir um ataque com o objetivo de destruir sua fé. Ele quer roubar toda a esperança que lhe dei.”
Quando estamos sendo peneirados, Satanás injeta em nossas mentes todo tipo de coisa ruim de que dispõe em seu arsenal. E faz com que imaginemos que todas estas coisas terríveis se originaram em nosso coração, e não no inferno. Trata-se de uma provação tão infernal e desesperadora, que Cristo não deixa que entremos nela sem que nos dê Sua promessa de que irá orar por nós o tempo todo. Ele assegurou a Pedro: “...roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça” (Lucas 22:32). Ou seja: “Pedro, sei muito bem que essa é uma batalha de alto risco contra a tua fé; e estarei orando por ti momento a momento, enquanto estiveres sofrendo este ataque. Já te digo antecipadamente: a tua fé não vacilará.”

Jesus Profetizou Uma Terrível Provação Para Pedro
Jesus preveniu que Pedro seria provado de maneira tão terrível, “que não cantará hoje o galo antes que três vezes negues que me conheces” (22:34). Mesmo assim Pedro achava que estava pronto. Poucas horas depois, quando uma multidão veio para prender Jesus, o discípulo se levantou para lutar pelo Mestre. Ousadamente sacou da espada e cortou a orelha de um homem.
Mas o peneiramento de Pedro efetivamente não se iniciou até mais tarde. Ele começou enquanto Jesus estava diante dos acusadores no átrio de julgamento. Pedro estava de fora, se aquecendo junto ao fogo, quando uma jovem o reconheceu: “Uma criada, vendo-o assentado ao fogo, fixou os olhos nele e disse: Este homem estava com ele” (22:56). Quando a jovem o encarou, Pedro começou a tremer, e rapidamente respondeu: “Mulher, não o conheço” (22:57).
Agora Satanás colocou Pedro na peneira, e começou a sacudir com violência. A Bíblia diz “Um pouco depois, vendo-o outro, disse: Tu és também deles. Mas Pedro disse: Homem, não sou” (22:58). Nessas alturas Pedro estava abalado, sem saber de onde vinham suas palavras. Finalmente, uma hora depois, uma terceira pessoa o reconheceu e disse: “Também este verdadeiramente estava com ele...Pedro respondeu: Homem, não sei o que dizes” (22: 59-60). Neste ponto, segundo outro evangelho, Pedro começou a praguejar.
Tente imaginar a cena. Só poucas horas atrás, este fiel discípulo tinha sido o mais arrojado defensor de Jesus, empunhando uma espada quando não tinha chance de vencer. Porém agora, Pedro estava totalmente arrasado, negando até mesmo conhecer Jesus. Satanás deve ter visto isso, e pensou: “Já consegui Pedro. Ele está acabado, como Judas. Agora, vamos em busca do próximo discípulo.”
No momento exato da terceira negação de Pedro, as escrituras dizem: “...o galo cantou. Virando-se o Senhor, olhou para Pedro...” (Lucas 22:60-61). Imagine o que Pedro deve ter sentido quando seu Mestre o fitou. Contudo, posso lhe assegurar, o olhar que Jesus lhe deu não foi um olhar de acusação. Cristo não estava dizendo: “Como pôde fazer isto comigo, Pedro? Você blasfemou contra Mim, Me negou, mesmo estas pessoas sabendo que você é Meu. Como conseguiu cair tanto, depois de tudo que fiz por você?”
Pelo contrário, Jesus havia previsto estes acontecimentos em favor de Pedro. E agora Ele o olhava lhe devolvendo a segurança, como a lhe dizer: “Fique firme, amigo. Eu avisei que Satanás iria lhe peneirar, lembra-se? Ele quer lhe derrubar e destruir a minha igreja. Mas estou lhe lembrando agora, Pedro, você será restaurado. Você é importante para Mim. Então, não fuja de Mim. Essa guerra vai acabar. E ainda há à frente uma grande obra para você.”
Em verdade, Jesus tinha dito a Pedro: “Quando te converteres, fortalece teus irmãos” (22:32). O sentido literal aqui em grego é: “Quando você retornar, seja uma força para seus irmãos e irmãs.” Ou seja, Cristo estava dizendo: “Você Me negará, Pedro. Contudo, quero lhe dizer que será restaurado. E mais tarde, você terá algo vital para dar aos outros. Você será uma bênção a partir do que está aprendendo.”
Este é o exato motivo pelo qual Deus permite que sejamos peneirados. O apóstolo Paulo diz: “Bendito seja...o Pai das misericórdias e o Deus de toda consolação, que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus... Se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação; se somos consolados, para vossa consolação é, a qual se opera suportando com paciência as mesmas aflições que nós também padecemos. A nossa esperança acerca de vós é firme, sabendo que, como sois participantes das aflições, assim o sereis também da consolação” (2 Coríntios 1: 3-7).
Claramente, Deus permite que Seus servos passem por águas profundas, suportando crises que não compreendem, para que sejam testemunho e consolação para os outros. Desta maneira, os cristãos peneirados ajudam a reconstruir as partes da casa de Deus que caíram.
Pense nisto: a peneiração de Pedro não tinha nada a ver com tentações carnais, como lascívia, ambição ou cobiça. Não, o ataque de Satanás foi preparado para questionar as promessas de Deus para este homem. Ele queria que Pedro ficasse convencido de que não era merecedor da promessa que Jesus lhe fizera sobre os céus. E, por algum tempo, o diabo teve sucesso. Depois que Jesus olhou para Pedro, o discípulo saiu e chorou amargamente. Imagine as mentiras que Satanás gritou para este homem falido:
“Muito bem, quer dizer que você é a rocha de Jesus, hein? Você é o tal que iria levantar uma igreja que estava em ruínas? Olhe para você, Pedro. Você é fraco espiritualmente, um bebê chorão, um blasfemo. Você negou exatamente Quem lhe chamou e amou. Se você acha que vai sentar-se à mesa de Jesus no paraíso, esqueça. Você pecou contra a luz do mundo; não é digno das promessas dEle. Você é do mal, um derrotado. Sua vida acabou.”
No entanto, mal sabia Pedro - ele estava sendo equipado com uma mensagem vital para a nova igreja: “Eu já estive afundado no desespero e na desesperança mais do que vocês podem imaginar. E o meu Senhor me tirou disso para lhes trazer conforto.”

Uma das Cenas Mais Tocantes da Bíblia
Está em João 21.

Em João 21, Jesus já havia ressuscitado dos mortos e aparecido aos Seus seguidores várias vezes. Certamente, quando Cristo atravessou as paredes do cenáculo, Ele olhou para cada um, incluindo Pedro, com o terno amor do Pai.
Mesmo assim, Pedro estava evidentemente vacilante devido à experiência pela qual passara. Um dia, ele declara aos outros: “Vou pescar” (Jo. 21:3). Em outras palavras, ele estava voltando à carreira de pescador. Pedro já não se via mais adequado para o papel de líder espiritual. Provavelmente estava pensando: “Deus não pode usar uma pessoa como eu; pequei como ninguém pecou na história. Para mim não dá mais.”
Você talvez se lembre da história a partir deste ponto. Pedro persuade alguns dos discípulos a irem com ele. Pescaram a noite toda, mas não pegaram nada. Aí, pela madrugada, um vulto os chama da praia. Ele lhes diz para lançarem as redes do outro lado do barco. Quando fazem isso, pegam tantos peixes que as redes começam a se rasgar.
Pedro sabia que o vulto tinha de ser Jesus. E imediatamente, pula na água e nada para a praia. Ele encontra Cristo preparando para todos eles o café da manhã. Assim que os outros chegam, Jesus lhes convida: “Vinde, comei” (Jo. 21: 12). O Senhor estava estendendo os braços aos Seus escolhidos, desejando ardentemente lhes trazer de volta à plena comunhão com Ele. E tinha Pedro em mente, especialmente.
Durante a refeição, Jesus pergunta ao discípulo três vezes: “Pedro, amas-me?” Cada vez, Pedro respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que te amo” (v. João 21: 15,16). Você precisa entender que Jesus não estava fazendo perguntas para se convencer da devoção do discípulo; e nem fazia esta pergunta por causa dos outros. Era tudo em função de Pedro. Cristo dizia a Pedro basicamente: “Sei que você está tranqüilo quanto ao Meu amor por você. Você está convencido de que o amo de modo completo e incondicional, a despeito de seus fracassos. Mas quero que se convença de outra coisa também; quero que você se convença de que EU SEI QUE VOCÊ ME AMA.”
“Você voltou inteiramente para Mim, Pedro. E sei que não vai me trair mais. Conheço o seu coração, e estou convencido de que Me ama de todo o entendimento. Então, não deixe que Satanás roube isso de você. Você obviamente está seguro em Meu amor por você; agora, fique seguro em seu próprio amor por Mim. Isso lhe preparará para a obra que projetei para o futuro. E essa será a de apascentar as Minhas ovelhas” (v. Jo. 21: 17).
Amado, a nossa peneiração pessoal termina quando podemos dizer ao diabo: “O meu Salvador me ama incondicionalmente, em meio a todos os meus pecados, porque voltei para o Seu amor. Além disso, me convenceu de que, apesar de eu ter falhado, Ele sabe que ainda O amo de todo o meu coração. Então, você não pode mais me roubar isso, diabo. Não vou permitir que você me diga qualquer coisa diferente disso. Amo Jesus, e Ele sabe disso.”

Sei Como É Passar Pelo Que Pedro Passou
Como Pedro, senti o toque especial de Jesus em minha vida. Me prendi à uma preciosa promessa que me deu, de que meus últimos dias seriam os mais frutíferos. Também recebi dEle o Pão da Vida em doce comunhão. E cri em Sua promessa de que uma coroa me aguarda na glória.
Contudo, também como Pedro, me vi em súbitas batalhas espirituais que estavam acima da minha compreensão. Passei por assédio satânico e acusações falsas. E, em cada experiência, não consegui entender se a causa disso era a minha própria carne, o diabo, ou a correção de Deus, purificando-me de alguma iniquidade desconhecida. Me identifiquei com Jó, que perguntou a Deus: “por que contendes comigo” (Jó 10 : 2). Jó estava dizendo: “Senhor, não sei o que está acontecendo. Do que se trata este sofrimento todo?”
Creio que nossas experiências de peneiração estão como um sanduíche, entre um tempo de revelação poderosa e períodos de utilização ainda maior para o reino. Pense no que Paulo aprendeu através do sofrimento: “Pois não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor, e nós mesmos somos vossos servos por amor de Jesus. Pois Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, é quem brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo” (2 Corín. 4:5,6).
Paulo está dizendo que, através das provações, ele havia aprendido a pregar não si próprio mas unicamente Cristo. Nesta altura da vida, ele tinha parado de se concentrar em si mesmo. Agora todo seu ensinamento, testemunho e vida eram dedicados inteiramente a exaltar Jesus; além disso, Paulo estava recebendo adicionais revelações. Ele nos diz que o Espírito Santo havia brilhado em seu coração, trazendo ainda mais luz pela qual ele poderia revelar Cristo aos outros. Que situação maravilhosa: totalmente humilhado, contudo pleno de revelações, luz e da visão da glória de Deus.
Finalmente, Paulo explica o que seguiu-se à todas suas revelações: “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; levando sempre por toda a parte o morrer do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossos corpos; e assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossa carne mortal. De maneira que em nós opera a morte, mas em vós, a vida” (2 Coríntios 4: 8-12).
Note todas as palavras pesadas que Paulo usa aqui: tribulação, perplexidade, perseguição, abatimento, o levar no corpo o morrer do Senhor Jesus. Simplificando, Paulo está descrevendo o processo de peneiração. No princípio, ele não conseguia entender porque cada obra maravilhosa do Espírito de Deus em sua vida, era seguida por um turbulento período de agitação. Então o Espírito Santo lhe revelou a razão: não era para revelar o seu pecado, ou para lhe disciplinar ou corrigir. Antes, diz Paulo, era em favor dos outros: ‘Tudo isto é por amor de vós, para que a graça, multiplicada por meio de muitos, torne abundantes as ações de graça para a glória de Deus...eterno peso de glória” (4: 15 - 17).
Paulo soube claramente o porquê de alguns crentes enfrentarem mais lutas, suportarem mais turbulência, enfrentarem maiores provações: “É em favor do corpo de Cristo; e, no final das contas, é para a glória de Deus. Veja, à medida que os outros observam como você responde quando o fogo chega ao máximo, perceberão que Deus tampouco irá lhes abandonar na hora da provação.”
Prezado santo, a peneiração pela qual você está passando agora é toda em favor de sua família, amigos, companheiros de trabalho, aqueles em torno de você que amam a Jesus. Então, não tenha medo do teste. Jesus sabe qual será o resultado. E está lhe dizendo, como disse a Pedro: “Fique firme, amigo. Estou orando por você. Quando a poeira baixar, você estará restaurado. E vou lhe usar para reedificar a Minha igreja. Tenho um propósito eterno por trás da sua peneiração. É tudo em favor do peso da Minha glória.”

O Que Acontece à Igreja Quando os Pastores Deixam de Pregar Contra o Pecado


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O Que Acontece à Igreja Quando os Pastores Deixam de Pregar Contra o Pecado




Por David Wilkerson
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Você provavelmente está familiarizado com a história do rei Davi e o adultério que houve com Bate-Seba. O incidente resultou na gravidez de Bate-Seba. E assim que descobriu a situação, ela envia uma nota a Davi dizendo, "Espero uma criança".Quando Davi lê a nota, entra em pânico. Sua reputação como homem piedoso, justo - estava em risco. Cá estava um homem que havia escrito mais de 3.000 Salmos e cânticos espirituais. Havia sido o instrumento de Deus para matar os inimigos de Israel. E tinha ilustrado para o mundo o que significava ter um grande coração para Deus.
Mas agora, em pânico, Davi pensa não só na própria reputação, mas na reputação do Senhor. Se o seu pecado fosse mostrado, isso seria vinculado ao nome de Deus. Imagens de um escândalo enorme inundaram sua mente. Então Davi concebe um plano para esconder seu caso com Bate-Seba. E o pôs em ação enviando uma mensagem a Joabe, general do seu exército. A mensagem dizia, "Manda-me Urias, o heteu" (2 Samuel 11:6).
Ora, Urias era o marido de Bate-Seba, e pertencia à Infantaria do exército de Israel. É evidente que Urias era parte de um grupo de elite de soldados, pois as escrituras o citam como um dos trinta e sete homens mais fortes de Davi (v. 23:39). Quando recebeu a mensagem de Davi, Joabe deve ter começado a suspeitar de algo. Ele conhecia o coração de Davi, inclusive suas tendências lascivas. Ainda assim, o general instruiu Urias a ir a Jerusalém, para ver o quê Davi tinha para dizer.
Quando Urias chega, Davi o recebe na residência real e imediatamente o envolve em conversa militar. Pergunta, "Como está a guerra? E como está indo o seu general? Os soldados estão progredindo?". Urias deve ter se perguntado, "Do que se trata? Sou apenas um soldado da Infantaria. Não fiz nada para merecer esse tipo de atenção". Ou, também poderia desconfiar. Ele poderia ter ouvido algum comentário sobre o caso (apesar de que as escrituras não declaram que o caso era de conhecimento público).
A verdade é que Urias estava sendo enganado por Davi. O rei achou que o problema seria resolvido se apenas conseguisse pôr Urias no leito de Bate-Seba uma noite. Então Urias pensaria que ele havia provocado a gravidez da esposa. Davi lhe diz: "Você guerreou uma batalha longa, e deve estar cansado. Vá pra casa e descanse essa noite. Mandarei manjares especiais para você aproveitar". Mas quando Urias saiu, não foi para casa. Pelo contrário, dormiu na casa dos guardas fora do palácio. Quando Davi soube disso no dia seguinte, chamou Urias de volta e perguntou: "Por que você não ficou com sua esposa ontem à noite?".
Urias responde: "Joabe, meu senhor, e os servos de meu senhor estão acampados ao ar livre; e hei eu de entrar na minha casa, para comer e beber e para me deitar com minha mulher? Tão certo como tu vives e como vive a tua alma, não farei tal cousa" (2 Samuel 11:11). Urias só conseguia pensar em seus companheiros soldados. A sua lealdade deve ter fervido a cabeça de Davi.
Agora o pânico do rei cresce. Ele rapidamente ordena que Urias permaneça em Jerusalém mais uma noite. E põe em ação outro plano. Essa noite, ele iria convidar Urias para jantar, enchê-lo de muito vinho e deixá-lo bêbado. Se Urias perdesse a noção das coisas, se esqueceria dos outros soldados e iria querer dormir com a esposa.
Dá para você imaginar esse piedoso rei, um pregador da retidão, tentando deixar bêbado um de seus fiéis soldados? Foi exatamente que Davi fez. E o plano funcionou: Urias ficou bêbado. Davi instruiu os guardas do palácio, "Levem esse homem para casa, e o ponham na cama". Mas outra vez, as escrituras dizem, "À tarde, saiu Urias a deitar-se na sua cama, com os servos de seu senhor; porém não desceu a sua casa" (11:13).
A essa altura, o pânico de Davi saiu de controle. Ele sabia que tinha de fazer algo drástico. Então escreve uma carta a Joabe, ordenando que colocasse Urias na linha de frente em meio à pior das batalhas. Então, quando o exército inimigo ondulasse à frente, Joabe deveria recuar todas as tropas exceto Urias. Resumindo, Davi queria Urias morto.
Davi entrega uma carta selada nas mãos de Urias, com instruções para que fosse dada a Joabe. O leal Urias não sabia, mas o rei tinha acabado de lhe entregar a garantia da própria morte. Quando Joabe leu a carta, entendeu a idéia de Davi. Mas obedeceu a ordem do rei mesmo assim. Enviou Urias numa missão suicida. E, exatamente como Davi tinha planejado, o soldado foi morto em batalha.
É difícil conceber que um homem piedoso e justo como Davi pudesse cair num pecado tão terrível. Mesmo hoje, com todas as notícias sobre estupro, violência e morte, a história de Davi se destaca como uma das piores quedas já sofrida por um líder. Por que? Porque aconteceu com um homem de Deus, uma pessoa apaixonada pela justiça.
Provavelmente você se lembra do que aconteceu a seguir: Bate-Seba chorou a morte do marido por sete dias, segundo a lei. Aí Davi a trouxe para o palácio, onde se juntou ao seu harém de esposas (ele já tinha cinco). Posteriormente, Bate-Seba deu à luz o filho de Davi. E durante todo um ano após o assassinato, Davi não mostrou nenhum sinal de arrependimento por seus atos. Na verdade, justificou a morte de Urias junto a Joabe, dizendo que Urias tinha morrido devido aos infortúnios da guerra: "A espada devora tanto este como aquele" (11:25).
Davi pode ter visto o seu pecado com leviandade, mas Deus não. As escrituras dizem: "Porém isto que Davi fizera foi mal aos olhos do Senhor" (11:27).


Graças a Deus, Davi Tinha um Pastor Que Não Temia o Homem
Natã o profeta era o pastor de Davi. E  não tinha medo de expor o pecado do seu rebanho, inclusive o pecado do próprio rei. Vejo Natã como um tipo de pastor piedoso que chora em cima do pecado da sua igreja. Deve ter lhe ferido profundamente que Davi, um homem a quem todo mundo olhava como piedoso e reto, estivesse encobrindo pecado.
Natã sabia tudo que Davi havia feito, pois o Espírito Santo lhe havia revelado. O rei supostamente justo tinha quebrado três mandamentos santos: havia cobiçado a mulher de outro homem e a roubado dele; havia cometido adultério com ela; e havia cometido assassinato para esconder tudo. Como Natã fez para cuidar da situação? Como esse pregador da santidade repreendeu uma pessoa que estava encobrindo um pecado terrível?
Muitos jovens pastores me têm feito perguntas similares: "Como devo tratar com o pecado na minha igreja? Tantos casais estão se divorciando, e outros estão vivendo em adultério. Sei que tenho a responsabilidade de pregar a santidade de Deus a eles. Mas tampouco quero tirar alguém da igreja".
A minha resposta a esses jovens pastores é sempre a mesma: "A igreja ouvirá qualquer coisa que você tenha a dizer, se o disser em meio a lágrimas. A sua mensagem não pode ir alem do entendimento da congregação. Eles têm de saber que o teu coração está partido. Tente levá-los ao arrependimento através da pregação da palavra de Deus. Sim, a palavra dEle é uma espada de dois gumes. Mas você tem de utilizá-la vestindo luvas de veludo".
É claro que essa não é a atitude de todos os pastores. Com regularidade recebo cartas de cristãos dizendo, "Você tem de ouvir o Reverendo Fulano de Tal pregar. Ele ataca pesado o pecado". Porém, muitas destas vezes, os tapes dos sermões são apenas tiradas zangadas contra coisas exteriores. Suas mensagens raramente incluem a misericórdia e a graça de Deus. Antes, lançam pesadas cargas sobre as ovelhas, sem nunca levantar um dedo para aliviá-las.
Creio que Natã nos fornece um exemplo maravilhoso de como um ministro piedoso mostra o pecado. Ele não tomou de assalto a presença de Davi, com os braços agitando o ar e com voz trovejante. Ele não apontou  com alegria um dedo ossudo na cara de Davi gritando: "Você é o culpado!". Não, ele levou a impressionante mensagem de Deus reveladora do pecado com grande sabedoria, poder de persuasão e terna misericórdia. E usou uma parábola para fazê-lo.
Natã disse a Davi: "Um pobre homem tinha só uma ovelha. Era o bichinho de estimação da família, e amada como um membro da família. Ela se deitava no colo das pessoas, esperando ser acarinhada. Então o homem a criou e alimentou como faria com um filho. Ora, o pobre homem tinha um vizinho rico possuidor de muitos rebanhos. Um dia, o homem rico estava recebendo uma visita. Na hora do jantar, ele mandou um servo matar uma ovelha. Contudo mandou que o servo não tomasse uma cordeira de seus vastos rebanhos, mas que roubasse a ovelha do vizinho, a matasse, a temperasse e servisse ao visitante".
Quando ouviu isso, Davi ficou irado. Disse a Natã: "Esse homem rico deveria morrer!".  "Tão certo como vive o Senhor, o homem que fez isso deve ser morto. E pela cordeirinha restituirá quatro vezes, porque fez tal cousa e porque não se compadeceu" (2 Samuel 12:5-6).
Nessa hora, Natã deve ter tido lágrimas nos olhos. Tremendo, ele diz a Davi, "Tu és o homem... desprezaste a palavra do Senhor... A Urias, o heteu, feriste à espada; e a sua mulher tomaste por mulher" (12:7,9).
Natã estava dizendo: "Davi, você não entende? O quê estou contando é a tua história. Você tem cinco esposas e mesmo assim roubou a mulher de outro homem. Você não teve pena; o mandou à guerra para ser morto, e assim ter a cordeira dele. Você se tornou adúltero, assassino, um ladrão. Você foi leviano com a palavra de Deus". Natã expôs cada detalhe do pecado de Davi. Mas não o fez com fúria. Antes, simplesmente falou ao rei:  "Então, disse Natã a Davi" (12: 7, ênfase minha). Foi nesse momento que Davi foi atingido, e se arrebentou. Quando lemos os escritos de Davi dessa época, vemos o choro de um coração partido: "Os meus ossos estão fracos. Não consigo dormir. Toda noite cubro meu travesseiro com lágrimas". O Espírito Santo perseguia Davi, falando ao seu coração, agindo para que ele se arrependesse. Ele não conseguia fugir da misericordiosa perseguição de Deus.


Ao Ler e Reler esse Relato, o Espírito Santo Não Me Deixou
Prosseguir Enquanto Não Me Mostrou uma Verdade Poderosa
Após estudar esta passagem por inteiro, comecei a clamar a Deus: "Oh, Senhor, Tu vais ser misericordioso comigo como foi com Davi?  Tu vais me mandar uma palavra poderosa, expondo o pecado, como fez com ele? Por favor, Senhor, se algum dia eu escorregar e fizer concessões, ponha-me sob repreensão piedosa de um profeta que não tenha medo de expor o pecado".
Eu creio que um dos maiores dons misericordiosos de Deus à igreja são os Seus ministros fiéis, que amorosamente nos repreendem por nossos pecados. Agradeço a Deus por esses "pastores do tipo de Natã", pessoas que não têm medo de ofender presbíteros, diáconos ou os membros ricos da igreja. Ficam face a face com qualquer um, para expor suas iniqüidades com carinho e amor.
Claro, não é todo mundo que quer uma repreensão assim. Algumas pessoas de nossa lista de correspondência nos dizem: "Não gosto de abrir suas cartas. Sempre me sinto desconfortável quando as leio. São muito enervantes".  "Não posso servir um Deus como o teu, que está sempre apalpando a minha alma para expor coisas".  "Você precisa amaciar a mensagem. Não dá pra mim".
Sei que como pastor amoroso, tenho de ser cuidadoso com o meu tom. Mas não posso me desculpar por pregar verdade condenatória. Eu pergunto, o que acontece à igreja quando os pastores não mostram mais as iniqüidades? Onde Davi teria acabado, se não tivesse Natã para  mostrar sua iniqüidade?
Você tem de entender que Natã estava bem consciente de que o poderoso rei poderia mandar matá-lo a qualquer hora. Ele tinha visto Davi perdendo as estribeiras várias vezes. Então, por que Natã não disse, "Vou ser apenas amigo de Davi. Vou orar por ele e estarei presente se precisar de mim. Tenho de confiar que o Espírito Santo irá convencê-lo".  O que teria acontecido?


Creio que Sem a Palavra Condenatória de Natã,
Davi Teria Caído sob o Pior Julgamento Visto pela Humanidade


O pior julgamento possível é Deus devolver você ao pecado, deter toda a ação do Espírito Santo em sua vida. No entanto, é exatamente isso que está acontecendo com muitos cristãos hoje. Eles escolhem ouvir apenas pregações leves, que reafirmam a carne. Onde inexiste uma Palavra que condene, não pode haver o pesar piedoso pelo pecado. E onde inexiste pesar piedoso pelo pecado, não pode haver arrependimento. E onde inexiste arrependimento, há só dureza de coração.O apóstolo Paulo escreve à igreja de Corinto:  "Me alegro não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados segundo Deus... Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento"  (2 Coríntios 7:9-10). Paulo diz que seu clamor contra o pecado dos coríntios produziu neles contristamento piedoso que os levou ao arrependimento. Por sua vez, isso produziu neles ódio pelo pecado, temor santo de Deus e desejo de vida reta. Porém isso nunca teria acontecido se ele não houvesse pregado uma palavra aguda, penetrante, condenatória.
O motivo de Paulo falar com tanta força aos coríntios foi, "para que a vossa solicitude a nosso favor fosse manifesta entre vós, diante de Deus" (7:12). Em outras palavras: "Eu não estava tentando lhes enervar ou condenar. Eu expus o seu pecado para que vissem o quanto eu os amo e me preocupo por  vocês. Quando o Espírito Santo bate à porta do teu coração, às vezes soa como pancada dura. Mas é na verdade Deus mostrando Seu terno amor".
Sem uma palavra assim, Davi certamente iria cair sob tremendo julgamento. Ele já tinha passado um ano todo em seus negócios, sem alguma vez ter enfrentado o que tinha feito. Ele não ouviu nenhuma palavra de repreensão ou de correção. Então a cada dia que passava, o pecado se tornava mais fácil de tirar da mente. Mais, o seu exército estava ainda tendo vitórias decisivas. Por fora, tudo parecia estar indo bem para ele. Mas tenho certeza que Davi tinha dificuldade para dormir à noite. Ele provavelmente levantava todo dia com uma nuvem negra pairando sobre si. O fato é que ninguém que seja íntimo do Senhor pode permanecer confortável enquanto vive em pecado.
Vou lhe dar um exemplo: eu aconselhei um querido cristão irmão nosso que eu suspeitava estar tendo um caso. Quando perguntei isso, ele negou veementemente. Aí, um mês depois, ele pede para falar comigo tarde da noite. Quando o encontrei, ele estava chorando e arrasado. E confessou, "Pastor, há semanas que estou vivendo um inferno. Eu menti a ti e a Deus. Tenho vivido em adultério. Tenho sentido a repetição de todas as mensagens que já ouvi do púlpito, de cada palavra de exortação. E não consegui silenciar a Palavra de Deus". O Espírito Santo continuamente recordava a esse homem todas as pregações expositoras de pecado que ele tinha ouvido; e foi levado ao arrependimento pela lembrança desta Palavra pregada. E agora vou lhe dar um exemplo diferente. Uma irmã em Cristo me escreveu dizendo: "Irmão David, estou casada com meu marido há vinte anos. Eu o amo, mas agora provavelmente vou ter de deixá-lo, apesar de não querer isso. Eu não conseguia entender porque esse homem de Deus, que vai sempre comigo à igreja, iria começar a deteriorar tanto no caráter. Ele se tornou desonesto comigo, e uma grande muralha cresceu entre nós. Logo se tornou um estranho para toda a nossa família. Eu não podia tocar no assunto. Eu orei e fiz tudo que pude para tentar entender o porquê de ele estar se afastando. E então eu descobri o porquê: ele estava preso à pornografia desde que nos casamos, e algum tempo antes disso. Ele ainda se declara ser cristão e vai à igreja comigo. Mas se recusa a deixar isso".
Esse homem está prestes a perder a família e o lar. Diz ser nascido de novo e que vai para o céu. Você acha que ele precisa um tapinha nas costas e de uma palavra de certeza? Será que precisa ouvir um pastor dizendo, "Está tudo bem contigo, Jesus te ama"? Não, nunca! Ele precisa de um Natã, de alguém que lhe diga, "Você é o culpado!". Ele precisa ser desperto, ter o fogo do Espírito Santo ardendo sob si. Caso contrário, será entregue ao pecado, e finalmente destruído.


Se Não Tivesse Havido um Natã - Se Não Houvesse uma Palavra Penetrante, Profética -
Davi Poderia Ter Acabado Como Saul: Morto Espiritualmente, Sem a Direção do Espírito,
Perdendo Toda Intimidade com Deus

Ao ouvir a abrasadora palavra de Natã, ainda que amorosa, Davi se lembrou da vez em que um outro rei, anterior, fora avisado por um profeta. Davi tinha ouvido do aviso de Samuel ao rei Saul. E tinha ouvido a respeito da reação dividida de Saul, confessando: "Eu pequei". (Não creio que Saul tenha gritado do interior da alma, como Davi, "Pequei contra o Senhor!")
Davi viu por experiência própria as ruinosas mudanças que sobrevieram a Saul. Este rei - piedoso e guiado pelo Espírito - passa depois a rejeitar continuamente as palavras reprovadoras do Espírito, trazidas por um santo profeta. Logo Saul começou a andar segundo vontade própria, em amargura e rebeldia. Finalmente, o Espírito Santo se afasta dele: "Visto que rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei" (I Samuel 15:23). "O Senhor...se tinha retirado de Saul" (18:12). Saul acabou buscando uma feiticeira em busca de orientação. Ele confessa a ela, "Deus se desviou de mim e já não me responde, nem pelo ministério dos profetas, nem por sonhos; por isso, te chamei para que me reveles o que devo fazer" (28:15).
Davi lembrou-se de toda loucura, do medonho terror cercando esse homem que impediu a entrada da palavra de Deus. De repente, a verdade penetrou o seu próprio coração:  "Deus não é respeitador de pessoas. Eu pequei, como Saul. E agora cá está um outro profeta, num outro momento, me dando a palavra de Deus, como Samuel deu a Saul. Oh, Senhor, eu pequei contra Ti! Por favor  não retire de mim o teu Santo Espírito, como fez com Saul".
Davi escreve, "Eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos... Purifica-me... Cria em mim...um coração puro...Não me repulses da tua presença, nem me retires o teu Santo Espírito" (Salmo 51:3-11).
Um comentarista sugere que a despeito do arrependimento de Davi, ele nunca teria se recuperado da queda. Ele aponta que a Bíblia diz muito pouco sobre qualquer vitória de Davi após esse tempo. Antes, sugere ele, Davi meramente foi se esvaecendo até a morte.
É verdade que Davi pagou sérias conseqüências por seu pecado. Na verdade, profetizou julgamento sobre si próprio! Ele diz a Natã que o homem rico que roubara a cordeira do homem pobre deveria restaurar quatro vezes. E foi exatamente isso que aconteceu com a vida de Davi: a criança à qual Bate-Seba deu à luz morreu em poucos dias. E três outros filhos de Davi - Amnom, Absalão e Adonias - todos tiveram mortes trágicas e fora de hora. Assim, Davi pagou seu pecado, com quatro de seus próprios cordeiros.
Mas a Bíblia claramente mostra que toda vez que retornamos para o Senhor em arrependimento genuíno, de coração, Deus responde trazendo reconciliação e restauração absolutas. Não temos de acabar como Saul, descendo à loucura e ao terror. Nem temos de "esvaecer" da vida, aguardando o passar do tempo em quieta vergonha até que o Senhor nos leve. Pelo contrário, o profeta Joel nos assegura que Deus se envolve imediatamente assim que voltamos para Ele:  "Rasgai o vosso coração...e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal" (Joel 2:13).
Surpreendentemente, Deus então nos dá essa incrível promessa: "Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto...Comereis abundantemente, e vos fartareis, e louvareis o nome do Senhor, vosso Deus, que se houve maravilhosamente convosco; e o meu povo jamais será envergonhado" (Joel 2:25-26). O Senhor promete restaurar tudo.
É preciso entender: quando essa profecia foi dada, Deus já havia pronunciado julgamento sobre Israel. Mas o povo se arrependeu, e Deus diz, "Agora farei coisas maravilhosas para vocês. Vou restaurar tudo que o Diabo roubou".
Amado, a terna misericórdia de Deus permite até ao pior dos pecadores dizer , "Não sou um viciado em drogas. Não sou um alcoólatra. Não sou um adúltero. Sou um filho do Deus vivo, com todos os direitos do céu para a minha alma. Não vivo mais sob condenação, pois o meu passado ficou totalmente para trás. E não preciso pagar por qualquer pecado passado, porque Jesus pagou o preço para mim. E mais, Ele diz que restaurará tudo para mim".
Aqui está a verdade quanto ao que aconteceu com Davi. Ele ouviu a palavra de Deus por meio de Natã, se arrependeu e obedeceu, e, como resultado, passou o resto da vida crescendo no conhecimento de Deus. O Senhor trouxe grande paz à vida de Davi. E com o tempo, todos os seus inimigos foram silenciados.
No entanto a prova mais clara da restauração de Deus na vida de Davi é o seu próprio testemunho. Leia o que Davi escreveu nos dias próximos à sua morte:
"O Senhor é a minha rocha, a minha cidadela, o meu Libertador...o meu rochedo em que meu refugio; o meu escudo, a força da minha salvação, o meu baluarte e o meu refúgio" (2 Samuel 22:2-3). Isso não é o testemunho de alguém que tenha se esvaecido.
"Clamei a meu Deus...ele...ouviu a minha voz...me tomou; tirou-me das muitas águas... Trouxe-me para um lugar espaçoso; livrou-me, porque ele se agradou de mim" (22: 7,17,20). Acabamos de estudar tudo que Davi fez para desagradar ao Senhor. Contudo, mesmo depois de tudo isso, Davi foi capaz de dizer, "O Senhor se agrada de mim".
Eis porque Davi para sempre será conhecido como um homem "segundo o coração de Deus". É porque rápida e genuinamente ele se arrependia de seus pecados. Provérbios nos diz:
"O que guarda a repreensão será honrado" (Provérbios 13:18). Deus irá lhe honrar, se você amar e obedecer à repreensão divina.
"Desprezaram toda a minha repreensão. Portanto, comerão do fruto do seu procedimento...Os néscios são mortos por seu desvio" (1:30-32). Se você ficar surdo à repreensão piedosa, isso acabará lhe destruindo.
"As repreensões da disciplina são o caminho da vida" (6:23). Simplificando, a Palavra condenatória de Deus produz vida.
Prezado santo, a verdade em relação à "pregação dura" -  se  pregada em meio à lagrimas - é que na verdade ela é a "pregação da graça". Se você está sendo sondado pela Palavra de Deus - se o Seu Espírito não está lhe deixando confortável em seu pecado - então está lhe sendo mostrada misericórdia. É o profundo amor de Deus agindo, atraindo-o para sair da morte e entrar na vida.Você vai responder a Ele como Davi fez? Se assim fizer, conhecerá restauração e reconciliação reais. E Deus irá lhe restaurar tudo que o inimigo roubou. Aleluia!

quinta-feira, 20 de setembro de 2012


NÃO POSSO CALAR A MINHA VOZ E NEM TE PEDIR PERDÃO POR ISSO.
Fui criado com princípios morais comuns.
Quando criança, ladrões tinham a aparência de ladrões e nossa única preocupação em relação à segurança era a de que os “lanterninhas” dos cinemas nos expulsassem devido às batidas com os pés no chão quando uma determinada música era tocada no início dos filmes, nas matinês de domingo.
Mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos eram autoridades presumidas, dignas de respeito e consideração.
Quanto mais próximos, e/ou mais velhos, mais afeto.
Inimaginável responder deseducadamente à policiais, mestres, aos mais idosos, autoridades.
Confiávamos nos adultos porque todos eram pais e mães de todas as crianças da rua, do bairro, da cidade.
Tínhamos medo apenas do escuro, de sapos, de filmes de terror.
Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo que perdemos.
Por tudo que meus filhos e netos  um dia temerão.
Pelo medo no olhar de crianças, jovens, velhos e adultos.
Matar os pais, os avós, violentar crianças, seqüestrar, roubar, enganar, passar a perna, tudo virou banalidade de notícias policiais, esquecidas após o primeiro intervalo comercial.
Agentes de trânsito multando infratores são exploradores, funcionários de indústrias de multas.
Policiais em blitz são abuso de autoridade.
Regalias em presídios são matéria votada em reuniões.
Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos honestos.
Não levar vantagem é ser otário.
Pagar dívidas em dia é bancar o bobo, anistia para os caloteiros de plantão.
Ladrões de terno e gravata, assassinos com cara de anjo, pedófilos de cabelos brancos.
O que aconteceu conosco?
Professores surrados em salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas janelas e portas.
Crianças morrendo de fome!
Que valores são esses?
Carros que valem mais que abraço, filhos querendo-os como brindes por passar de ano.
Celulares nas mochilas dos recém saídos das fraldas.
TV, DVD, vídeo-games...
O que vai querer em troca desse abraço, meu filho?
Mais vale um Armani do que um diploma.
Mais vale um telão do que um papo.
Mais vale um baseado do que um sorvete.
Mais valem dois vinténs do que um gosto.
Que lares são esses?
Jovens ausentes, pais ausentes.
Droga presente.
E o presente?
Uma droga!
O que é aquilo?
uma árvore, uma galinha, uma estrela, ou uma flor?
Quando  foi que tudo sumiu ou virou ridículo?
Quando foi que esqueci o nome do meu vizinho?
Quando foi que olhei nos olhos de quem me pede roupa, comida, calçado sem sentir medo?
Quando foi que me fechei?
Quero de volta a minha dignidade, a minha paz.
Quero de volta a lei e a ordem.
Quero liberdade com segurança!
Quero tirar as grades da minha janela para tocar as flores!
Quero sentar na calçada e ter a porta aberta nas noites de verão.
Quero a honestidade como motivo de orgulho.
Quero a vergonha, a solidariedade.
Quero a retidão de caráter, a cara limpa e o olho no olho.
Quero a esperança, a alegria.
Teto para todos, comida na mesa, saúde a mil.
Quero calar a boca de quem diz: “a nível de”, enquanto pessoa.
Abaixo o “TER”, viva o “SER”!
E viva o retorno da verdadeira vida, simples como uma gota de chuva, limpa como um céu de abril, leve como a brisa da manhã!
E definitivamente comum, como eu.
Adoro o meu mundo simples e comum.
Vamos voltar a ser “gente”?
Discordar do absurdo.
Construir sempre um mundo melhor, mais justo, mais humano, onde as pessoas respeitem as pessoas.
Ter o amor, a solidariedade, a fraternidade como base.
A indignação diante da falta de ética, de moral, de respeito...
Utopia? Não...
...hein? Quem sabe?...

"O QUE PENSO DIGO O QUE DIGO É O QUE SOU. ALGUM PROBLEMA POR EU SER EU ?SER PARA MIM CORRESPONDE A MORRER PELO QUE SE É, A NÃO SE VENDER A NÃO BAJULAR... É DIFÍCIL ? É FÁCIL SER MEDÍOCRE... ? ESCOLHER ESTAR SÓ PELO QUE SE  É,  DO QUE ENTRE  UMA MULTIDÃO TELEGUIADA...  CALAR NÃO É MAS FÁCIL? SE OMITIR NÃO É CONFORTÁVEL?  O ESPINHO INCOMODA? DESISTENTES DE LUTAR DE EXPRESSAR.... PELA FACILIDADE DE SE VIVER EM  MEIO  AO CONFORMISMO MÓRBIDO O CONFORTO DE ESTÁ ACOMODADO PROTEGIDO POR TODOS OS LADOS E ACHARMOS QUE SOMOS FELIZES PELO MEDO DE SER EXONERADO TAXADO DE LOUCO ANTI-SOCIAL OU FANÁTICO... DEZ MIL VEZES A MORTE QUE A TRAIÇÃO DO QUE  SOU." (FLÁVIO S. SILVA)

segunda-feira, 16 de julho de 2012

G8: Medvedev apresentou amostra da “moeda única mundial” Tuesday, 8 September 2009 |

“Este é o símbolo da nossa unidade e do nosso desejo de resolver os problemas em conjunto. (…) Aqui está ela. Podem vê-la e tocá-la”, disse o presidente da Rússia Dmitri Medvedev ao apresentar aos jornalistas a amostra da nova moeda global, durante uma conferência de imprensa em L’Aquila (Itália), após a cimeira das nações que integram o Grupo dos Oito (G8).


A agência russa RIA Novosti apresentou-a como o “exemplo” de “uma possível moeda global”. Por seu vez a agência financeira norte-americana Bloomberg, referiu que a amostra ostenta a frase “unidade na diversidade”, foi cunhada na Bélgica e apresentada aos líderes do G8 pelo presidente russo durante uma entrevista após o encontro.

Medvedev esclareceu que a nova moeda será usada como meio de pagamento pelos cidadãos de todos os países do mundo e descreveu-a como a “moeda do futuro mundo unido”. “Penso que é um bom sinal de que percebemos a nossa interdependência”, precisou.
As principais economias emergentes do mundo, sob a liderança da China e da Rússia, têm apelado repetidamente nos últimos meses para a necessidade de ser criada uma nova reserva monetária mundial que substitua o dólar e ponha fim à dominância financeira mundial dos Estados Unidos, desde 1944, data da assinatura do acordo de Bretton Woods.
A iniciativa de Medvedev pode ser entendida como um inteligente golpe de relações públicas destinado a dizer às principais potências mundiais que, apesar da sua resistência e ceticismo, os países emergentes, produtores de quase metade do PIB mundial, estão decididos a impor aos países ricos novas regras de governança das finanças globais.









MRA Alliance/Agências


Nota: Enquanto isto, coincidentemente a ONU defende a criação de uma moeda internacional, justificando como uma solução para a situação atual, na qual os países utilizam em sua maioria o dólar como moeda de reserva cambial.