quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ E A MAÇONARIA.



      Segundo a obra mencionada no início deste artigo, a Maçonaria é a maior fraternidade "secreta" do mundo. Em um artigo de 1993,  J. Scotch Horrell afirmou haver, naquele ano, cerca de seis milhões de maçons no mundo, aproximadamente o mesmo número de Testemunhas de Jeová, embora estes últimos - talvez em função de seu proselitismo de casa em casa - sejam hoje bem mais familiares à população em geral. Sabe-se que alguém se torna maçom apenas por ocasião de um elaborado ritual de iniciação e que só os membros dessa "irmandade" têm acesso à sua liturgia. A instituição orgulha-se de ter tido, entre seus adeptos, ilustres figuras da história, tais como D. Pedro I, George Washington, Voltaire, Beethoven, Napoleão Bonaparte, bem como importantes personagens da poesia. Segundo uma vertente histórica, a Maçonaria teria sido fundada na Inglaterra, em 1717, por um sacerdote anglicano e um huguenote (como eram chamados os protestantes na França), o que explicaria o fato de encontrarmos, entre os maçons, membros de denominações protestantes. Deveras, o  vínculo histórico entre a Maçonaria e o protestantismo culminaria em um cisma na Igreja Presbiteriana do Brasil, em 1903, nascendo a Igreja Presbiteriana Independente - representativa dos setores protestantes contrários à Maçonaria. 
     O fundador do movimento "Estudantes da Bíblia" (mais tarde, 'Testemunhas de Jeová'), Charles T. Russell (1852-1916) cresceu em um ambiente presbiteriano, conhecendo diversos dos conceitos místicos comuns a sua época e cultura. Tomando-se isso em conta e considerando-se que a Maçonaria se diz supra-religiosa, é natural perguntar: teria o 'pastor' herdado uma formação religiosa sincrética - produto da atmosfera protestante norte-americana do século 19? Por enquanto, trata-se apenas de uma especulação, a qual os fatos históricos haverão de confirmar ou negar. Vejamos...
        No início do século 20, Russell proferiu um exótico discurso intitulado - "Quem Pode Conhecer os Segredos de Deus?". No decorrer deste, ele declarou:
"... porque desejo chamar sua atenção para o fato de que o próprio Deus Todo-Poderoso é fundador de uma sociedade secreta... Ao longo da Era do Evangelho tem existido uma Igreja externa de Deus e outra Igreja verdadeira que estava oculta. O mundo já viu a Igreja externa, porém não a oculta... esta magnífica sociedade secreta que o Senhor organizou..."
     Para aqueles que têm intimidade com os conceitos maçônicos tais palavras soam bastante familiares. Muito embora a Maçonaria, na atualidade, negue ser uma sociedade secreta, ainda assim admite o caráter sigiloso de seus símbolos e do reconhecimento mútuo dos membros de sua 'irmandade' ao redor do mundo. Ademais, não se pode negar o fato de que, ao público em geral, a Maçonaria é vista como uma instituição fechada ou secreta - exceto para os iniciados. Dessa forma, o termo 'sociedade secreta' dificilmente ajustar-se-ia ao vocabulário cristão, sendo mais facilmente associado ao jargão maçônico. Teria Russell  escolhido tais palavras ao acaso? Ou as teria tomado emprestadas da Maçonaria?
     Obviamente, não seria imparcial cogitar uma ligação entre uma pessoa e uma entidade tendo como base apenas uma expressão isolada - a qual poderia não passar de mera metáfora ou força de expressão.  Se a declaração acima servisse de alicerce único para estabelecer uma linha de conexão entre Russell e a Maçonaria - sem dispor de outros indícios a apoiar tal hipótese - estaríamos diante de uma  inconsistência notável. Todavia, não é este o caso. Prossigamos em nossa tarefa de reconstituir fatos passados.     
     Em Novembro de 1913, Russell  proferiu outro discurso - não em uma congregação (ou 'eclésia', como chamavam-na) - mas na sede maçônica de Pasadena -California,  no qual emitiu as enigmáticas palavras:
"Estou muito contente em ter esta oportunidade particular de dizer umas palavras sobre algumas coisas de comum acordo com nossos amigos maçons, pois estamos falando em um edifício consagrado à Maçonaria, e porque, ademais, nós também somos maçons. Eu sou um Franco-maçom livre e aceito... Eu creio que todos somos... Não vou falar nada contra a maçonaria... De fato, alguns de meus melhores amigos são maçons e eu reconheço que há certas verdades preciosas que são sustentadas em parte por nossos amigos maçons."
      Proferir tais palavras hoje, da tribuna de uma congregação das Testemunhas de Jeová, acarretaria  conseqüências gravíssimas - o orador seria levado a uma reunião judicativa e suas palavras seriam prontamente contestadas do púlpito. Contudo, na época e lugar em que Russell se encontrava, seriam perfeitamente aceitáveis. Como vimos, diversas pessoas eram (e muitas ainda são) simultaneamente membros de denominações protestantes e da Maçonaria. Portanto, não precisamos presumir que o 'pastor' estivesse meramente lançando mão de uma força de expressão criada, talvez, para 'ganhar' a confiança da assistência. A própria expressão usada por ele - "livre e aceito" - faz parte do jargão maçônico, indicando que ele estava muito bem familiarizado com esta instituição. De fato, Russell  parecia apenas revelar mais uma faceta de sua complexa  personalidade, sendo ele próprio, se não um 'iniciado' em sentido pleno, no mínimo, um simpatizante da Maçonaria, como muitos outros de seu tempo. Era comum. Isso explicaria facilmente a razão de ele não ter tido qualquer escrúpulo em proferir as palavras acima diante de uma atenta assistência. Não havia razões para "tropeço"- quer para os maçons quer para os próprios seguidores de Russell.
     O pronunciamento do 'pastor' diante da comunidade maçônica não foi um evento secreto. Ao contrário, acha-se registrado, em sua inteireza, no compêndio 1913 Convention Report  [Relatório da Convenção de 1913] dos 'Estudantes da Bíblia'. 
O Relatório da Convenção de 1913 - conteúdo embaraçoso
     O discurso de Russell  diante dos maçons contém palavras que vão muito além do que a Testemunha de Jeová mediana - hoje em dia - poderia suportar sem sofrer sérios abalos na fé que abraçou. Extraímos um trecho particularmente impressionante:
Tradução:
´É assim... O Grande Mestre Artífice da nossa Alta Ordem de Maçons Livres e Aceitos, o Senhor Jesus Cristo, lançou a fundação de tudo; como a bíblia diz, Outra fundação nenhum homem pode lançar que não aquela que está lançada, Jesus Cristo. Ele tem a fundação da alta e aceitável maçonaria, e tudo o que pertence a ela."
     Diante das graves implicações da declaração acima, dificilmente uma Testemunha de Jeová hoje daria crédito a esta evidência - preferindo supor que se trata de uma fraude - até porque jamais ouviu uma só palavra ou leu uma só linha sobre esse discurso na literatura recente da Sociedade Torre de Vigia. É compreensível que aja assim, pois a maioria dos adeptos sequer conhece o compêndio acima citado e muito dificilmente teria acesso a algum exemplar remanescente dele após quase 90 anos. Por outro lado, a organização central parece preferir mantê-los em ignorância. É justamente tal lacuna que este artigo pretende preencher.
     A tese segundo a qual o movimento dos 'Estudantes da Bíblia' era, em certa medida, herdeiro das crenças maçônicas não é nova. Ela já serviu de base para a publicação de um livro - The Watchtower and the Masons ('A Torre de Vigia e os Maçons'), de Fritz Springmeier, no qual o autor traça um curioso paralelo entre as duas entidades:
      * Ambas usam o nome Jeová (ou um termo equivalente), embora a Maçonaria não se refreie de utilizar outros nomes.
     * Ambas usam o termo 'Grande Arquiteto' (ou 'Projetista'), embora a Maçonaria dê mais ênfase a este termo.
     * Ambas crêem que um Deus cedeu poder a um deus menor.
     * Ambas crêem em uma vida futura para a humanidade - uma Idade Dourada (por acaso, antigo nome da revista Despertai!).
     * Ambas enfatizam a contínua revelação ('novas luzes').
     Poderíamos acrescentar aos pontos acima a existência de símbolos comuns às duas entidades, conforme veremos mais adiante. Outros autores consideram o movimento dos 'Estudantes da Bíblia' como nascido da fusão dos princípios e símbolos maçônicos com as idéias escatológicas do Adventismo anglo-americano. Examinaremos também esta hipótese.
     Uma Testemunha de Jeová da atualidade - cremos - estaria pouco inclinada a considerar a análise do autor acima citado. Todavia, um exame minucioso dos símbolos usados ao longo do tempo pela Sociedade Torre de Vigia, bem como algumas de suas crenças, nos ajudarão a responder a uma pergunta crucial: tais símbolos ou crenças negam ou confirmam a hipótese de Russell  ter sido um maçom? E, caso ele o tenha sido, que impacto isso teria sobre a vida de uma Testemunha de Jeová hoje?
     Convidamos o leitor a nos acompanhar nessa jornada.

Carta das Testemunhas de Jeová Para Adolf Hitler



Há dias venho trabalhando na tradução de um documento que, creio, desfere um golpe certeiro e mortal na suposta idoneidade da Watchtower. Trata-se da carta (de bajulação) a Adolf Hitler, datada de 1933. De lá para cá são mais de 60 longos anos de esquecimento, tempo mais do que suficiente para os fatos serem esquecidos e encobertos ou, quando vêm à tona, "branqueados". A Torre de Vigia tem o hábito nada salutar de lançar pesadas críticas a outras religiões por sua conivência ou covardia perante os nazistas, ao passo que oculta o seu próprio passado.
Está ela até mesmo a fazer uma campanha mentirosa de exposição de sua entidade como opondo-se a Hitler desde o princípio, quais mártires em campos de concentração, por meio de vídeos ("triângulos roxos"). De fato, muitas TJ foram enviadas a tais campos. Todavia esta é apenas uma parte da história, pois o Corpo Governante estremece só em pensar na possibilidade de a parte oculta deste episódio vir a público.
Mesmo as pobres vítimas da STV não têm qualquer conhecimento de que a sua organização também tentou, a exemplo de outras religiões, apaziguar Hitler por fazer-lhe "cócegas nos ouvidos", com expressões de apoio e lisonjas ao "führer", bem como ataques à Grã-Bretanha, aos Estados Unidos e aos judeus. Muitos não sabem que, na verdade, os líderes da STV tentaram "lamber as botas" dos nazistas e que, Rutherford, após breve visita a Alemanha, partiu de volta à América, deixando a "raia miúda" entregue à própria sorte, a defender com sua vida uma integridade organizacional que não existia. Estes pobres coitados -- juntamente com judeus, ciganos, comunistas, homossexuais e dissidentes, entre estes pessoas de outras religiões, que a STV não gosta de mencionar -- foram lançados aos campos de concentração, pagando, ignorantes, com sua dor, o preço do mito, do grande mito que é a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados.
Passo a expor, na íntegra o conteúdo da tal carta, bem como comentários sobre o mesmo. Vejam, por si mesmos QUEM de fato é a STV. Eu enumerei os parágrafos de 1 a 25, de modo a facilitar a consulta do leitor.
A carta mostra alguns pontos flagrantemente comprometedores para quem professa ser o "escravo fiel e discreto", escolhido por Deus desde 1919, portanto, 14 anos ANTES da publicação desta infame carta. Vamos a eles:
1) A "sociedade" estranhamente, no parágrafo 2, chama os clérigos católicos de "cristãos" e não de "cristandade", como é costumeiro encontrar em sua literatura ao atacar outras religiões. Este inesperado e subreptício "ecumenismo" dificilmente se harmonizaria com a doutrina da única religião verdadeira, os únicos e autênticos cristãos, separados do "mundo" (João 15:18, 19) e de "Babilônia" (Apocalipse 17:5).
2) Nos parágrafos 7 e 8, a "sociedade" se diz extremamente amigável à Alemanha, afirmação que não seria de se estranhar caso não proviesse de uma organização que se diz apolítica, não distinguindo as pessoas por nação, raça ou etnia. Por outro lado, ataca os Estados Unidos (irônicamente, o seu país-sede), a Igreja Católica e os judeus, chamando a estes dois últimos de perseguidores de seu trabalho, num discurso, sem dúvida, bem agradável aos nazistas, os quais pretendiam exterminar os judeus da face da terra e dominar o mundo. A Torre de Vigia não teve aqui a coragem de informar aos nazistas que, para Deus, "não há nem judeu nem grego, não há nem escravo nem homem livre..." (Gálatas 3:28), mas que, "..em cada nação, o homem que teme [a Deus] e que faz a justiça lhe é aceitável" (Atos 10:35) Adicionalmente, queira notar o leitor que a própria STV afirma que sua organização tomou uma posição CONTRA (e não neutra) a propaganda desfavorável à Alemanha naquele período, reconhecidamente "negro" de sua história. Não incorre tal afirmação em uma violação do princípio da "neutralidade cristã"?
3) Nos parágrafos 14 e 15, A STV diz que NÃO HÁ DIVERGÊNCIAS ENTRE SEUS OBJETIVOS E OS OBJETIVOS DO GOVERNO NAZISTA. Chega, inclusive, ao ponto de classificar os princípios de Hitler como "elevados ideais". Embora, num linguajar altamente dúbio, ela mencione ideais "apolíticos" e "religiosos", é difícil para alguém com um mínimo de honestidade para com a História, dizer que ideais nazistas são estes que se harmonizam com o pensamento de Cristo. A "sociedade", no entanto, não parece aqui encontrar dificuldade em harmonizar Hitler e Jesus Cristo. Ademais, ela não pode, em sua defesa, alegar desconhecer os objetivos do Terceiro Reich à aquela altura, pois, cerca de uma década antes (1923), Hitler e os Nazis tentaram um golpe de estado, sendo que Hitler, durante o período em que esteve na prisão, escreveu seu livro "Mein Kampf" ("Minha Luta"), que é a própria "bíblia" do nazismo, disponível a quem quisesse tomar conhecimento dele. Era a STV ignorante destes fatos? A história mostra que não, pois, mais adiante a própria STV menciona parte do estatuto nazista.
4) No parágrafo 16, a STV centra o seu ataque agora à Grã-Bretanha, em especial à Inglaterra, apesar de neste país não ter havido perseguição à sua entidade, a exemplo do que acontecia àquela época na Alemanha. A despeito de se dizer "neutra" em assuntos políticos e "separada do mundo", a Torre de Vigia acusa a Inglaterra e os Estados Unidos de tratarem injustamente a Alemanha e de imporem-lhe pesados "fardos". Pode-se classificar estas declarações como expressão da assim chamada "neutralidade cristã"? Deve o leitor notar que ela própria afirma que, "quer em sentido financeiro, POLÍTICO ou católico romano", o conteúdo de seus livros é dirigido contra os "opressores" do povo alemão, ou seja, os Estados Unidos e a Inglaterra.
5) No parágrafo 18, a STV expressa a decisão de seus próprios membros de se submeter às proibições impostas pelo governo, na suposição de que Hitler logo mudaria o decreto. Uma posição bastante estranha se considerarmos o princípio de "obedecer a Deus como governante antes que aos homens" (Atos 5:29) Estariam os cristãos a temer os nazistas antes que a Deus? Deveriam os verdadeiros cristãos obedecer, ainda que só por um tempo, ordens contrárias à sua consciência?
6) No parágrafo 20, a STV afirma que o documento entitulado "Declaração de Fatos" foi lido perante os 5.000 congressistas e aprovado UNANIMEMENTE. Apesar de, no anuário de 1975, ser dito que muitos irmãos discordaram do teor deste documento, relata-se que, mesmo assim, providenciaram que fosse distribuído aos milhões. Por que razão não protestaram e exigiram um esclarecimento dos fatos? Seria por temor de Hitler? (em breve, exporei a íntegra deste documento também altamente comprometedor)
7) No parágrafo 21, a carta classifica de "JUSTOS" os princípios do partido nazista, os quais ela própria passa a transcrever nos parágrafos 22 e 23, mostrando NÃO desconhecer os objetivos do Terceiro Reich. Deve o leitor notar que tais princípios exaltam a raça germânica e expressam o mais puro anti-semitismo. Aqui, a STV não teve sequer o cuidado de omitir, ao menos, a segunda parte do estatuto nazista, onde se faz um ataque preconceituoso e criminoso contra o povo judeu. No afã de ser agradável a Hitler, os "homens de Brooklyn" acabaram por converter-se, na prática, ao nazismo, seja por endossarem a glorificação da raça ariana, seja por endossarem o anti-semitismo.
8) No parágrafo 24, não considerando suficiente o endosso do estatuto nazista, a Watchtower pede para ser julgada, primariamente, pela Bíblia e, secundariamente, pelo programa nazista, como se fosse possível a harmonia entre estes dois compêndios. Ora, o que pode haver em comum entre o cristianismo e o nazismo? Não é um a negação do outro? Na prática, isto é o mesmo que alguém pedir para ser julgado, em parte, pela palavra de Deus e, em parte, pela palavra de Satanás.
9) Finalmente, no parágrafo 25, a Watchtower despede-se do "führer" com lisonjas, dizendo-se desejosa de ter a aprovação dele. Em nenhum trecho desta carta, seguiu ela o exemplo dos hebreus Sadraque, Mesaque e Abednego (Daniel 3:13-18), os quais, diante do poderoso rei da Babilônia, negaram-se a cumprir o seu decreto, mesmo ao preço de suas vidas. Em nenhuma parte deste documento, tiveram os "homens de Brooklyn" a bravura de mostrar o conflito óbvio entre os ensinos de Cristo e o programa do partido nazista. Fizeram isto por receio? Jesus Cristo disse:
"Todo aquele que ficar envergonhado de mim e das minhas palavras, nesta geração adúltera e pecaminosa, deste o Filho do homem também se envergonhará, quando chegar na glória de seu Pai, com os santos anjos." (Marcos 8:38)
Assim sendo, conforme afirmou o professor James Penton, em sua carta à Watchtower, a STV praticou prostituição espiritual, a exemplo das irmãs Oolá e Oolibá, mencionadas por um profeta bíblico. Seria exagero classificar tal documento como "fornicação espiritual com o nazismo"?
É também digno de nota que o conteúdo desta carta, bem como da "declaração de fatos", é tão devastador para a "organização", que ela jamais o expõe por inteiro em sua literatura, limitando-se à publicação apenas de um trecho do parágrafo 7 e omitindo as partes mais comprometedoras. Como o outro documento (a declaração de fatos) alcançou distribuição em larga escala, não sendo possível sua ocultação, ela tratou de "sanear" o episódio por culpar o Sr. Balzereit, o qual redigiu a carta juntamente com o próprio Rutheford. O curioso é que, além de não apresentar provas de tal fato, ela ainda afirma não ter sido a primeira vez que esta pessoa "amainava" o conteúdo de declarações da STV às autoridades. Estranho é que tal pessoa, diante de tais acusações, ainda estivesse de fato, a ocupar posição de direção da sede na Alemanha. De sobremaneira estranho, tendo em vista que tais designações são supostamente feitas sob a orientação do Espírito Santo.É também, da mesma forma, intrigante que ela não tivesse providenciado em tempo hábil a supressão de tal documento espúrio nem tenha emitido nenhuma nota pública dando a conhecer tal suposta "fraude". Sabe-se ser típico das grandes corporações lançar a responsabilidade por seus atos condenáveis a pessoas individuais, a atos isolados, eximindo-se, assim, da culpa por tais atos. Seria este o caso? Os leitores poderão ler a íntegra desta tentativa de "branqueamento" da história no Anuário de 1975.
Eis o conteúdo da famigerada carta, um conteúdo claramente anti-semita e hostil à Grã-Bretanha e aos Estados Unidos e, no entanto, bastante "simpático" à Alemanha nazista. Tirem suas conclusões...
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Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados,
Ramo Alemão, Wachtturmstrasse 1-19,
Magdeburg/Alemanha: Postsch 4042
Telefone, Magdeburg 405 56, 405 57, 405 58

Caro Chanceler,
[1] Em 25 de Junho de 1933, no Sporthalle Wilmersdorf, em Berlim, houve uma conferência de aproximadamente 5.000 Estudantes da Bíblia (Testemunhas de Jeová), representando diversos milhões de alemães que são amigos e seguidores deste movimento por muitos anos. O objetivo desta conferência, à qual compareceram representantes de todas as comunidades de estudantes da Bíblia da Alemanha, foi encontrar meios e formas de informar ao Chanceler, bem como a outras altas autoridades do Reich alemão e o governo de seus países individuais do que se segue:
[2] Em diversas partes do país, ações estão sendo tomadas contra uma corporação de sérios cristãos, homens e mulheres, que tem no cristianismo positivo o seu fundamento. Tais ações só podem ser descritas como perseguição de cristãos contra outros cristãos, já que as acusações -- as quais tem levado a tais ações contra nós -- provêm primariamente de clérigos, especialmente católicos, e são inverídicas.
[3] Estamos absolutamente convencidos da imparcialidade das autoridades do governo que lidam com esta situação. Ainda assim, concluímos que o conteúdo de nossa literatura e o propósito de nosso movimento são amplamente mal interpretados em razão das acusações dirigidas a nós por nossos opositores religiosos e que poderiam resultar em um ponto de vista deturpado. Isto também poderia se dever ao volume de nossa literatura e a alta sobrecarga de trabalho sobre os respectivos funcionários.
[4] Por esta razão, os assuntos discutidos na conferência foram expostos na forma de uma declaração da Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, a fim de informá-lo, Sr. Chanceler, bem como as altas autoridades do Reich Alemão e seus países, com um documento, do fato de que os Estudantes da Bíblia da Alemanha têm apenas um objetivo em seu trabalho, a saber, conduzir as pessoas de volta a Deus e ser testemunhas do nome de Jeová, o altíssimo, o pai de Nosso Senhor e redentor aqui na terra, Jesus Cristo.
[5] Estamos convencidos de que o Sr. Chanceler não permitirá que tais atividades sejam perturbadas. As congregações dos Estudantes da Bíblia da Alemanha e seus membros são, em geral, conhecidos como respeitáveis defensores do Altíssimo e zelosos estudantes da Bíblia. As autoridades policiais locais deverão atestar o fato de que os Estudantes da Bíblia têm de ser contados dentre os elementos do país e seu povo que são conhecidos pelo seu amor e apoio à ordem. Sua única missão é conduzir os corações humanos a Deus.
[6] A Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (situada em Magdeburg / Alemanha) é o centro organizador da missão dos Estudantes da Bíblia.
[7] A sede de Brooklyn da Sociedade Torre de Vigia é -- e sempre tem sido -- extremamente amigável à Alemanha. Em 1918, o presidente da sociedade e sete membros da diretoria nos Estados Unidos, foram sentenciados a 80 anos de prisão, por motivo de que o presidente se recusou a permitir que duas revistas nos Estados Unidos, as quais ele editava, fossem usadas para fazer propaganda de guerra contra a Alemanha. Estas duas revistas, "A Sentinela" e "Estudante da Bíblia" (mensal), foram as únicas revistas nos Estados Unidos que se recusaram a publicar propaganda anti-germânica e, por esta razão, foram proibidas e suprimidas na América durante a guerra.
[8] Da mesma maneira, no curso dos meses recentes, o conselho de diretores de nossa sociedade não apenas recusou engajar-se em propaganda contra a Alemanha, mas até tomou posição contra isto. A declaração anexa assinala este fato e enfatiza que as pessoas na liderança de tal propaganda de horror nos Estados Unidos (homens de negócios Judeus e católicos) são também os mais severos perseguidores do trabalho de nossa sociedade e seu conselho de diretores. Esta e outras declarações destinam-se a repudiar a injuriosa acusação de que os Estudantes da Bíblia são apoiados pelos judeus.
[9] A conferência de 5.000 delegados recebeu a declaração do governador em Magdeburg com grande satisfação, o qual disse não se poder provar que haja qualquer relação entre os Estudantes da Bíblia e os Comunistas ou Marxistas, como foi declarado por nossos opositores religiosos (o que quer dizer que tais declarações não passam de injúria). Uma reportagem de imprensa no Magdeburg Daily News n.º 104, de 5 de Maio de 1933, diz:
[10] "A declaração do governo referente à ocupação da sede dos Estudantes da Bíblia: O departamento de Imprensa emitiu a seguinte informação: 'A Ocupação da propriedade da Sociedade dos Sérios Estudantes da Bíblia em Magdeburg foi suspensa em 29 de Abril, já que nenhum material que confirmasse as atividades comunistas foi encontrado'.
[11] Outra reportagem no Magdeburg Daily News n.º 102, de 3 de Maio de 1933, diz:
[12] "O escritório dos Estudantes da Bíblia informou-nos que as ações tomadas contra a Sociedade Torre de Vigia e a Sociedade dos Estudantes da Bíblia foram abolidas. Toda a propriedade foi devolvida já que uma ampla revista resultou em que nada pode ser afirmado contra esta sociedade, seja por atividades políticas ou criminosas. Também concluiu-se que ambas as sociedades são de natureza absolutamente apolítica e religiosa. A pedido, o governo confirmou a correção de tais declarações."
[13] A conferência de 5.000 delegados enfatizou que, em face destas circunstâncias, considerou aquém de sua dignidade até mesmo defender-se, no futuro, de quaisquer acusações desonrosas sobre atividades marxistas ou mesmo comunistas. Tal injúria refutada de nossos opositores religiosos indubitavelmente carrega o sinal da competição religiosa. O objetivo deles é sufocar um proclamador honesto por meios repulsivos ao invés de pelo uso da palavra de Deus.
[14] A conferência de 5.000 delegados também afirmou -- como expresso na declaração -- que os Estudantes da Bíblia da Alemanha estão lutando pelos mesmos elevados objetivos éticos e ideais, os quais o governo nacional do Reich Alemão proclamou no que se refere à relação dos humanos com Deus, isto é: a honestidade do ser criado em relação ao seu criador.
[15] A conferência chegou à conclusão de que não há quaisquer divergências entre os Estudantes da Bíblia da Alemanha e o governo nacional do Reich Alemão. Ao contrário, em relação aos objetivos puramente religiosos e apolíticos e o empenho dos Estudantes da Bíblia, pode-se dizer que estão em pleno acordo com os objetivos idênticos do governo nacional do Reich Alemão.
[16] Em razão do suposto linguajar áspero de nossa literatura, alguns de nossos livros foram banidos. A convenção de 5.000 delegados salientou que o conteúdo de nossos livros que foram desaprovados referiam-se apenas a circunstâncias no Império Mundial Anglo-americano e que este -- especialmente a Inglaterra -- deve ser responsabilizado pela Liga das Nações, pelo tratamento injusto e pelos fardos impostos à Alemanha. As coisas ditas no espírito acima mencionado são, desta forma, dirigidas -- quer em sentido financeiro, político ou Católico Romano -- contra os opressores do país e do povo alemão, não contra a Alemanha combatendo estes fardos. De modo que esta proscrição (contra a literatura dos Estudantes da Bíblia) não faz sentido.
[17] Em algumas partes do país os Estudantes da Bíblia são proibidos até mesmo de se reunirem para orações e serviços religiosos e, por muitas semanas, esperam por uma solução para esta situação, a qual é sufocante para suas vidas religiosas. Sobre esta situação, foi expresso o seguinte:
[18] "Nós queremos viver de acordo com a proibição a nós imposta, pois estamos confiantes de que o Sr. Chanceler e o alto governo irão suspender tal proibição -- a qual força dezenas de milhares de homens e mulheres cristãos ao martírio que só pode se comparar ao dos primitivos cristãos -- após terem obtido entendimento da real situação."
[19] Finalmente, a conferência de 5.000 delegados expressou que tanto os Estudantes da Bíblia quanto Organização Torre de Vigia são pela manutenção da ordem e da segurança dentro do estado, bem como pela promoção dos elevados ideais do governo nacional no campo da religião. A fim de dar a conhecer tais coisas ao Sr. Chanceler e às outras altas autoridades do Reich, os sentimentos acima expressos de forma resumida foram expostos em detalhes na declaração anexa.
[20] A Declaração anexa foi lida pelo secretário aos 5.000 delegados da conferência dos Estudantes da Bíblia. Ela foi aprovada unanimemente e adotada com a instrução de se enviar uma cópia simples da mesma, juntamente com este relato da conferência, ao Sr. Chanceler e todos os outras altas autoridades do governo do Reich e seus países.
[21] Isto é feito com o mais respeitoso apelo de que o pedido expresso na declaração, seja recebido com favor: Ou seja, que uma comissão composta por nossos membros tenha a oportunidade de, pessoalmente, explicar a verdadeira situação ao próprio Sr. Chanceler ou ao ministro de assuntos internos. Alternativamente, pedimos ao Sr. Chanceler que designe uma comissão de homens que não tenham qualquer preconceito religioso contra nós -- homens que não tenham interesses profissionais religiosos, mas que estejam apenas interessados em aderir aos justos princípios como foram estabelecidos pelo próprio Chanceler -- para investigar nossa situação imparcialmente. Os princípios mencionados referem-se ao parágrafo 24 do programa do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (partido nazista), que diz:
[22] "Nós reclamamos a liberdade de todas as denominações religiosas dentro do estado, conquanto que elas não ponham o próprio estado em perigo ou violem os valores morais da raça germânica.
[23] O partido, como tal, representa o ponto de vista do cristianismo positivo sem estar ligado a qualquer denominação particular. Ele luta contra o espírito judeu-materialista de dentro e de fora do país e está convencido de que uma recuperação duradoura de nosso povo só pode provir de dentro para fora."
[24] Estamos plenamente convencidos de que, uma vez tenhamos sido julgados imparcialmente, com base, primeiro, na palavra de Deus e, segundo, nos parágrafos acima mencionados, o governo nacional da Alemanha não encontrará qualquer razão para impedir nossos serviços religiosos e atividades missionárias.
[25] Ansiosos por sua gentil aprovação, a qual esperamos receber em breve, desejamos afirmar nossa mais alta estima ao honorável Sr. Chanceler.
Sinceramente,
Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados
Sugiro a cada um que se torne um proclamador, conforme diz a própria sociedade, mas um proclamador destes fatos, os quais deveriam ser de domínio público e não podem ser classificados de calúnia, pois o documento tem a chancela da própria Watchtower.

Testemunhas de Jeová Afirmam Que Só Elas Serão Salvas?


Alan Feuerbacher

As Testemunhas de Jeová são muitas vezes criticadas por serem intolerantes e de mentalidade estreita no que diz respeito às opiniões de outras religiões. Críticos afirmam que as Testemunhas de Jeová ensinam que elas, e só elas, serão salvas. As Testemunhas de Jeová freqüentemente alegam que isso não é assim, dizem que reconhecem que Deus é o juiz e que pessoas que não são Testemunhas de Jeová poderão ser salvas.

Essas afirmações são verdadeiras? Este artigo demonstra a verdade mostrando exatamente o que os líderes das Testemunhas de Jeová escreveram nas publicações da Sociedade Torre de Vigia. Em geral, será usado texto em negrito para salientar pontos particularmente importantes.
O livro das Testemunhas de Jeová Raciocínios à base das Escrituras (1989) define "salvação" deste modo (p. 338):
"Definição: Preservação ou livramento do perigo ou da destruição. Tal livramento pode ser das mãos de opressores ou perseguidores. Para todos os verdadeiros cristãos, Jeová provê, por meio de seu Filho, o livramento do atual sistema iníquo de coisas, bem como a salvação da escravidão ao pecado e à morte. Para uma grande multidão de servos fiéis de Jeová que vivem durante os "últimos dias", a salvação incluirá serem preservados através da grande tribulação."
Segundo as Testemunhas de Jeová, a "grande tribulação" terá o seu clímax na "batalha do Armagedom" onde toda a humanidade que não estiver a fazer a vontade de Deus será destruída sem esperança de ressurreição. Segundo o ensino das Testemunhas de Jeová, a "salvação" derradeira resultará em algumas pessoas viverem para sempre no céu, e a maioria da humanidade salva viverá para sempre na terra. A maioria daqueles que morrerem antes do Armagedom serão eventualmente ressuscitados e também viverão para sempre na terra ou no céu.
As Testemunhas de Jeová compreendem o impacto emocional de serem acusadas de intolerância, e de ensinarem que só elas serão salvas. Elas compreendem a crítica a tal exclusivismo. Ao falarem com pessoas que não são da religião delas, as Testemunhas de Jeová freqüentemente tentarão evitar essa crítica por não lhe responderem, ou por contornarem a crítica respondendo a uma pergunta ligeiramente diferente. Críticos bem informados sabem muito bem que a entidade empresarial que controla a atividade da comunidade mundial das Testemunhas de Jeová, i.e., a Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania (Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia), só existe desde 1884, portanto quando fazem esta crítica obviamente estão a referir-se principalmente ao que as Testemunhas de Jeová ensinam sobre a salvação da "grande tribulação" e da "batalha do Armagedom", e não à ressurreição de pessoas mortas.
Por que motivo as Testemunhas de Jeová tendem a enganar as pessoas sobre as suas crenças quanto à salvação? A resposta óbvia é que elas estão embaraçadas em admitir que ensinam intolerância. Outra razão é que os seus líderes ensinam-nas a dar respostas enganadoras. Repare como isto é feito no site oficial de media das Testemunhas de Jeová:
Site Autorizado do Escritório de Informação Pública das Testemunhas de Jeová
http://www.jw-media.org/beliefs/beliefsfaq.htm

"Perguntas Mais Comumente Feitas
"Acreditam que são os únicos a serem salvos?
"Não. Muitos milhões dos que viveram nos séculos passados, que não eram Testemunhas de Jeová, voltarão na ressurreição e terão a oportunidade de viver. Muitos dos que agora vivem ainda poderão tomar posição a favor da verdade e da justiça, antes do tempo do julgamento de Deus, e estes obterão a salvação. Outrossim, Jesus disse que não devemos julgar uns aos outros. Humanos vêem a aparência; Deus examina o coração. Ele vê com precisão e julga com misericórdia. Confiou o julgamento a Jesus, não a nós."
A pergunta geral sobre a salvação foi transformada na pergunta mais restrita: "quem será ressuscitado?" A segunda frase da resposta é irrelevante para a pergunta porque quem interroga está quase invariavelmente interessado em saber quem, segundo o ensino das Testemunhas de Jeová, será salvo quando o Armagedom ocorrer. As últimas frases da resposta tentam fazer parecer que as Testemunhas de Jeová são tolerantes, e afirmam que elas ensinam que só Deus determina quem será salvo.
Uma publicação de 1989 das Testemunhas de Jeová, que é direcionada ao público, As Testemunhas de Jeová no Século Vinte, responde à pergunta de forma similar (p. 29):
"Perguntas mais comumente feitas por interessados
"Acreditam que são os únicos a serem salvos?
"Não. Muitos milhões dos que viveram nos séculos passados, que não eram Testemunhas de Jeová, voltarão na ressurreição e terão a oportunidade de viver. Muitos dos que agora vivem ainda poderão tomar posição a favor da verdade e da justiça, antes de irromper a "grande tribulação", e estes obterão a salvação. Outrossim, Jesus disse que não devemos julgar uns aos outros. Nós vemos a aparência; Deus examina o coração. Ele vê com precisão e julga com misericórdia. Confiou o julgamento a Jesus, não a nós."
Essa resposta engana o leitor, conforme se mostrou acima. Especificamente, transforma a pergunta geral sobre salvação numa pergunta sobre quem poderá "tomar posição a favor da verdade" entre agora e a "grande tribulação".
As citações acima são exemplos de afirmações típicas que a organização das Testemunhas de Jeová faz para o público. Em seguida veremos o que esta organização ensina aos seus próprios membros, examinando os seus ensinos publicados:
Da Sentinela de 1.º de setembro de 1989, p. 19: "Permanecendo organizados para a sobrevivência e entrada no milênio":
"7 Apenas as Testemunhas de Jeová, os do restante ungido e os da "grande multidão", qual organização unida sob a proteção do Organizador Supremo, têm esperança bíblica de sobreviver ao iminente fim deste sistema condenado, dominado por Satanás, o Diabo. (Revelação 7:9-17; 2 Coríntios 4:4) Serão a "carne" que, segundo Jesus Cristo, seria salva durante a pior tribulação de toda a história humana. Como foi nos dias de Noé, disse Jesus, assim também seria no dia em que este seria revelado. Dentro da arca, que levou muitos anos de esforço organizado para construir, apenas oito almas humanas sobreviveram ao Dilúvio global. Sobreviveram como unido grupo familiar. (Mateus 24:22, 37-39; Lucas 17:26-30) A esposa de Noé corresponde à noiva de Cristo, e seus filhos e noras às atuais "outras ovelhas", que se tornaram uma crescente grande multidão, cujo tamanho final desconhecemos. (João 10:16) Para sobreviverem para o Milênio, sob o Noé Maior, Jesus Cristo, elas têm de manter-se organizadas junto ao restante ungido, os "escolhidos", em razão das quais os dias da "grande tribulação" serão abreviados."
Da Sentinela de 1.º de dezembro de 1999, p. 18:
"15 A mensagem é clara: Se quisermos sobreviver ao Armagedom, teremos de continuar espiritualmente alertas e usar as simbólicas vestes que nos identificam como Testemunhas fiéis de Jeová Deus."
Essas declarações contradizem diretamente as declarações feitas para consumo dos media públicos, citadas anteriormente.
Aqueles que estão familiarizados com as Testemunhas de Jeová sabem que elas ensinam que todas as pessoas que não estiverem servindo a Deus quando o Armagedom irromper serão destruídas, e que "a verdadeira congregação cristã" é constituída unicamente por Testemunhas de Jeová. Aqui está o que a publicação interna Nosso Ministério do Reino (abril de 1997, p. 3) diz sobre o assunto:
"Encaminhemos os estudantes para a organização que leva o nome
"5 Assuma a responsabilidade: Todo aquele que faz discípulos deve entender que é sua responsabilidade encaminhar o estudante da Bíblia para a organização de Deus. (1 Tim. 4:16) Cada sessão de estudo deve ser encarada como um degrau para o alegre dia em que o recém-associado simbolizará sua dedicação a Jeová pelo batismo em água. Uma das perguntas feitas na cerimônia de batismo é: "Compreende que a sua dedicação e o seu batismo o identificam como Testemunha de Jeová, em associação com a organização de Deus, dirigida pelo espírito dele?" Assim, é importante que ele entenda que não poderá servir a Deus sem estar ativamente associado com a verdadeira congregação cristã."
As Testemunhas de Jeová ensinam que só elas falam "a 'língua pura', mencionada em Sofonias 3:9", que, dizem elas, "é o entendimento correto da verdade sobre Deus e seus propósitos." (A Sentinela, 15 de abril de 1991, p. 28; 1.º de abril de 1991, pp. 21-22) "As Testemunhas de Jeová são ímpares em muitos aspectos. Só elas falam a 'língua pura'." (A Sentinela, 15 de janeiro de 1992, p. 24) Tendo isso em mente, o que se segue demonstra o que as Testemunhas de Jeová ensinam sobre quem será salvo. Da Sentinela de 15 de janeiro de 1991, p. 29:
"'Permaneçamos Unidos Pela Língua Pura' foi o tema do discurso público de sexta-feira. O orador mostrou que [...] Todos precisam interessar-se em aprender e falar a língua pura, pois somente os que fazem isto sobreviverão ao Armagedom."
Da Sentinela de 1.º de maio de 1991, p. 14:
"Similarmente hoje, "uma grande multidão" de "outras ovelhas" de Jesus, ajuntadas de todas as nações, sobreviverão ao Armagedom para o novo mundo de Deus. (Revelação 7:9; João 10:14-16) Apenas os que aprendem e falam a língua pura estarão entre os alegres sobreviventes."
Antigamente, as Testemunhas de Jeová referiam-se a si mesmas como "A Sociedade do Novo Mundo" e declararam repetidamente que só os membros desta "Sociedade" seriam salvos. De fato, formariam o núcleo da sociedade terrestre depois do Armagedom. A Sentinela de 15 de agosto de 1953, p. 494 (em inglês), declarou:
"Uma Watch Tower Tract Society (Sociedade Torre de Vigia de Tratados) existia e espalhava a mensagem de Deus mesmo antes de a Zion's Watch Tower Tract Society (Sociedade Torre de Vigia de Tratados de Sião) ter sido incorporada em 1884 sob as leis do Estado da Pensilvânia, E.U.A. Depois de a batalha do Armagedom obliterar este velho mundo, a sociedade do Novo Mundo continuará, pois será aprovada e autorizada pelo único governo então no poder, o governo divino. Formará a base, o núcleo, à volta do qual a população da "nova terra" crescerá e encherá todo este planeta."
Da Sentinela de 15 de julho de 1958, p. 439 (em inglês):
"Encontre o Seu Lugar na Sociedade do Novo Mundo
"Jeová Deus tem um lugar para cada um de nós na sua organização, tal como tem um lugar para os duzentos milhões vezes duzentos biliões de estrelas do espaço. Sob Jeová e Cristo Jesus, para aqueles do restante e aqueles das "outras ovelhas", para servos designados e publicadores da congregação, para aqueles idosos e jovens, para ministros em tempo parcial e integral -- sim, de fato, nesta sociedade do Novo Mundo altamente organizada existe um lugar apropriadamente designado para cada um e para todos. Portanto é da maior importância para cada indivíduo vivo encontrar rapidamente o seu lugar apropriado nesta associação. Não é menos importante que, conforme mostra o próximo artigo, tendo encontrado o nosso lugar na constelação da sociedade do Novo Mundo, permaneçamos fielmente nele se esperarmos sobreviver ao Armagedom e viver para sempre em paz e felicidade eternas."
Da Sentinela de 15 de agosto de 1953, pp. 500-501 (em inglês):
"Vivendo Agora Como uma Sociedade do Novo Mundo
"Se recusarmos instruções da organização, se abandonarmos as reuniões para evitar a organização e as suas obrigações, para onde poderíamos ir depois do Armagedom? Será que haverá separatistas depois do Armagedom, que farão cada um a sua própria sociedade e viverão como eremitas numa terra espaçosa, evitando contato humano e preferindo a sociedade animal? Evitar alguém a congregação organizada daqueles que estão destinados a sobreviver ao Armagedom significa para essa pessoa nunca passar além do Armagedom para o Novo Mundo e o seu sistema teocrático. Tal como a família de Noé, temos de entrar agora na arca todos juntos!"
As Testemunhas de Jeová ensinam que só aqueles que participam com elas no "trabalho de pregação do Reino" e obedecem ao que elas chamam "as boas novas do Reino" serão salvos. Da Sentinela de 15 de setembro de 1992, pp. 23-24:
"16 Em breve, no Armagedom, Jeová Deus fará perecer "a sabedoria dos sábios". Eliminará toda "a inteligência dos intelectuais" que fizeram predições de como sua nova ordem mundial melhoraria as condições da humanidade. "A guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso", reduzirá a cinzas todo sofisma, filosofia e sabedoria deste mundo. (1 Coríntios 1:19; Revelação 16:14-16) Os únicos que sobreviverão a esta guerra e que obterão a vida no novo mundo de Deus serão aqueles que derem ouvidos àquilo que o mundo chama de tolice -- sim, as gloriosas boas novas do Reino de Jeová."
As Testemunhas de Jeová ensinam que elas têm a única "religião verdadeira" e que durante a "grande tribulação" Deus destruirá todas as outras religiões, i.e., as religiões "falsas". A Sentinela de 15 de julho de 1976, p. 431, disse:
"Uma coisa que muitos têm dificuldade em entender hoje é que pode haver e há apenas uma só religião verdadeira. Por que se rebelam contra tal fato? É porque significa que todas as outras religiões são falsas, inclusive a sua própria. Por isso, será preciso que se lhes demonstre à força o fato real. Isto será feito no futuro próximo, porque então, no meio da maior tribulação do mundo, todas as religiões falsas serão eliminadas e apenas a única religião verdadeira sobreviverá. Esta será livrada do movimento anti-religioso mais tremendo de toda a história humana."
A Sentinela de 15 de abril de 1969, p. 231 (em inglês) declarou:
"Sim, só há "uma fé", isto é, só há uma fé que é reconhecida e aprovada pelo Deus Altíssimo. Quem, então, são aqueles que formam o corpo dos verdadeiros adoradores hoje? Com base na evidência, que é conhecida ou está à disposição de pessoas em todas as partes da terra, não hesitamos em dizer que eles são as testemunhas cristãs de Jeová."
O livro de 1989 Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra disse (p. 190):
"Quem, então, são os que formam o corpo de verdadeiros adoradores hoje? 20 Não hesitamos em dizer que são as Testemunhas de Jeová."
A Sentinela de 1.º de novembro de 1968, pp. 656-657 (em inglês), foi clara:
"A 'congregação cristã do Deus vivo' durante o primeiro século sabia que tinha a verdade e a religião ou forma de adoração pura e imaculada. Por que haveria de ser estranho ou por que se pensaria que é presunção se o restante dessa mesma congregação hoje afirmar que tem a verdadeira religião? Este restante de seguidores dedicados e batizados de Jesus Cristo obedeceu à ordem divina dada em Revelação 18:4 e saiu de Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa, incluindo a cristandade. Ao saírem de Babilônia, a Grande, eles não se juntaram a qualquer organização anti-religiosa como os ateus, os livres-pensadores, os evolucionistas ou os comunistas. Não, antes eles saíram do império mundial da religião babilônica falsa e entraram na única religião verdadeira como povo de Jeová Deus, "o meu povo", conforme Ele lhes chama. Eles atacam toda a religião falsa, não como e em companhia dos grupos anti-religiosos ímpios deste mundo, mas antes do mesmo modo que os apóstolos de Jesus Cristo fizeram, com a "espada do espírito, isto é, a palavra de Deus", a única arma bem sucedida."
As Testemunhas de Jeová ensinam que elas, e só elas, constituem o "povo de Deus" na terra hoje. A Sentinela de 1.º de junho de 1994, p. 27, disse:
"O que identifica as Testemunhas de Jeová como o povo de Deus? Primeiro, porque aceitam a Bíblia inteira como a Palavra de Deus."
A Sentinela de 1.º de abril de 1992, p. 12, declarou:
"Aqueles que visitam as pessoas com a mensagem cheia de esperança do novo mundo de Deus são descritos em Atos 15:14 como 'povo para o nome de Deus'. Quem leva o nome de Jeová e dá testemunho global sobre Jeová e Seu Reino? O registro histórico do século 20 responde: somente as Testemunhas de Jeová."
A Sentinela, 15 de maio de 1998, p. 17:
"E a história moderna do povo de Deus, em especial durante as guerras mundiais, torna claro que muitas Testemunhas de Jeová sofreram realmente espancamentos e coisa muito pior às mãos de perseguidores."
Quem serão os únicos salvos no Armagedom? A brochura O Que Deus Requer de Nós? (1996) diz na p. 10:
"Antes de a Terra poder tornar-se um paraíso, é preciso eliminar os iníquos. (Salmo 37:38) Isto acontecerá no Armagedom, a guerra de Deus para acabar com a iniqüidade. A seguir, Satanás será encarcerado por 1.000 anos. Isto significa que não sobrará nenhum iníquo para estragar a Terra. Apenas o povo de Deus sobreviverá."
As Testemunhas de Jeová ensinam que os únicos que poderão ser salvos são os que encaram os líderes das Testemunhas de Jeová (especificamente, o Corpo Governante dos "'irmãos' ungidos de Cristo, que formam a classe do 'escravo fiel e discreto'") como os únicos líderes cristãos verdadeiros a quem têm de recorrer para direção. Da Sentinela de 1.º de outubro de 1982, pp. 29-30:
"Sobrevivência ou destruição na "grande tribulação"
"Fuga Para o Reino Com Vistas à Sobrevivência
"15 Sim, "está próximo o grande dia de Jeová. Está próximo e se apressa muitissimamente". (Sofonias 1:14) Vivemos numa época de julgamento na qual "todas as nações" são ajuntadas diante de Cristo Jesus. As pessoas de todas essas nações estão sendo separadas em duas classes, as "ovelhas" e os "cabritos". O resultado final é explicitamente declarado: "vida eterna" para as "ovelhas" e "decepamento eterno" para os "cabritos". -- Mateus 25:31-33, 46.
"16 Mostrando novamente o caráter final do julgamento de Jeová, Paulo escreveu: "É justo da parte de Deus pagar de volta tribulação aos que vos causam tribulação, mas, a vós, os que sofreis tribulação, alívio junto conosco, por ocasião da Revelação [apokalypsis] do Senhor Jesus desde o céu, com os seus anjos poderosos, em fogo chamejante, ao trazer vingança sobre os que não conhecem a Deus e os que não obedecem as boas novas acerca de nosso Senhor Jesus. Estes mesmos serão submetidos à punição judicial da destruição eterna." -- 2 Tessalonicenses 1:6-9.
"17 Observe que a "punição judicial da destruição eterna" é executada não apenas contra os "que causam tribulação" para o povo de Deus mas também contra "os que não conhecem a Deus" e "os que não obedecem às boas novas". Em sua carta aos Romanos, Paulo explica porque "os que não conhecem a Deus" são "inescusáveis" e porque serão julgados. (Romanos 1:18-20; 2:5-16) O "anjo voando pelo meio do céu mencionado em Revelação capítulo 14, convoca a todos os "que moram na terra" a 'temerem a Deus e dar-lhe glória, porque já chegou a hora do julgamento por ele'. Portanto, as pessoas são instadas a 'adorar Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar'. Os que deixarem de fazer isso e todos os que depositarem fé na "fera" política de Satanás em vez de no reino messiânico de Deus serão destruídos junto com essa "fera" no "grande lagar da ira de Deus". -- Revelação 14:6, 7, 9, 10, 14-20; 19:11-21.
"18 Qualquer pessoa que espera ser 'escondida no dia da ira de Jeová' precisa 'buscar a justiça, buscar a mansidão' e 'praticar a própria decisão judicial de Jeová', em vez de criticá-la. (Sofonias 2:2, 3) Qualquer pessoa que espera ser considerada "ovelha" pelo Juiz designado de Jeová, para ser poupada na "grande tribulação", precisa mostrar-se 'justa', ajudando e apoiando ativamente os "irmãos" ungidos de Cristo que compõem a classe do "escravo fiel e discreto". (Mateus 25:33, 40, 46; 24:45-47) Os únicos a quem a Bíblia oferece esperança de sobreviver à "grande tribulação" são os "irmãos" de Cristo, ou "escolhidos", e a "grande multidão" de "ovelhas" que 'prestam serviço sagrado a Deus' sem cessar, dizendo constantemente para que todos ouçam: "Devemos a salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro." Quais discípulos batizados, atraídos dentre "pessoas de todas as nações", essa "grande multidão" é pastoreada pelo Cordeiro, Cristo Jesus, que os guia a "fontes de águas da vida" que jamais se esgotarão. "E Deus enxugará toda lágrima dos olhos deles." -- Mateus 24:21, 22; 25:34; 28:19, 20; Revelação 7:9-17."
As Testemunhas de Jeová ensinam que só aqueles que obedecem aos mandamentos da "organização de Deus", i.e., a organização das Testemunhas de Jeová, podem ser salvos. Elas comparam muitas vezes a obediência a esta organização com a obediência de Noé e da sua família a Deus durante o tempo do Dilúvio. Da Sentinela de 15 de setembro de 1991, p. 17:
"12 Para garantir a salvação, Noé e sua família tinham de exercer fé. Isto significava seguir instruções e os ditames do espírito santo de Deus. Durante a grande tribulação, será igualmente imperativo que sigamos os ditames do espírito santo e obedeçamos as instruções que Jeová dará por meio de sua organização."
Elas também ensinaram que a organização delas é uma "arca de salvação". Da Sentinela de 1.º de junho de 1950, p. 176 (em inglês):
"O dilúvio foi uma catástrofe física real para o velho mundo ímpio. A Batalha do Armagedom será igualmente uma catástrofe para este mundo iníquo atual, e não algo apenas espiritual. A arca da salvação para a qual entramos não é uma arca literal, é antes a organização de Deus."
Esta "arca simbólica, o paraíso espiritual do povo de Deus" (A Sentinela, 1.º de março de 1997, p. 12), é "o florescente paraíso espiritual em que homens e mulheres de fé podem encontrar preservação, com a vida eterna em vista" e é o "arranjo [de Deus] para a preservação da família antitípica do Noé Maior através da 'grande tribulação'." (A Sentinela, 1.º de janeiro de 1986, pp. 26, 14) Conforme disse um representante proeminente das Testemunhas de Jeová (A Sentinela, 1.º de junho de 1991, p. 26):
"Max H. Larson, da Comissão da Gráfica, foi o primeiro a falar, com o tema "Colaboradores de Jeová". Depois de dirigir a atenção à arca de preservação que Noé e sua família construíram, ele disse: 'Hoje, Jeová está ajuntando uma família mundial de milhões de pessoas, e ele intenciona conduzir essa enorme família através da grande tribulação.' Como? Ora, por meio da moderna arca -- o paraíso espiritual! 'Vocês', relembrou ele aos formandos, 'estarão indo a várias partes da terra, onde serão colaboradores de Jeová no que diz respeito à construção da moderna arca'."
As Testemunhas de Jeová ensinam que "biliões" de pessoas serão ressuscitadas depois do Armagedom mas que apenas "milhões" sobreviverão ao Armagedom. A brochura De Kurukshetra ao Armagedom -- E Sua Sobrevivência (1983, em inglês) declarou (p. 18) que "apenas uma pequena minoria da humanidade encontrará favor perante Deus e sobreviverá à 'guerra do grande dia de Deus, o Todo-Poderoso.'" A Sentinela de 15 de abril de 1996, pp. 6-7, declarou:
"[...] se profetizou que os últimos dias culminariam ou concluiriam por Deus destruir e remover todas as causas de más notícias. [...] Isto culminará na guerra do grande dia de Deus, o Todo-Poderoso, comumente conhecida como a batalha do Armagedom. [...] Após estes acontecimentos dramáticos, virá para a Terra e seus habitantes um tempo de boas novas como nunca houve. Entre estes habitantes estarão incluídos os milhões que terão sobrevivido à guerra final do Armagedom e os bilhões que serão ressuscitados do sono da morte na sepultura."
À luz do material apresentado neste artigo, fica claro que as Testemunhas de Jeová têm deturpado publicamente a sua posição quanto à pergunta: "Acreditam que são os únicos a serem salvos?" Elas justificam isto alegando que estão apenas a usar "tato", segundo um esboço de palestra na edição de maio de 1999 do Nosso Ministério do Reino (p. 2):
"15 min: O que há de errado com a minha religião? Palestra entre dois servos ministeriais. Encontramos muitas pessoas que gostam da verdade e admiram as Testemunhas de Jeová, mas não servem a Jeová por causa dos laços que mantêm com sua igreja. Acham difícil acreditar que temos a única religião verdadeira e que sua forma de adoração é falsa. Esse é o principal obstáculo que as impede de progredir espiritualmente. Os irmãos recapitulam os seis fatores, nas páginas 388-9 do livro Raciocínios, que mostram claramente por que as outras religiões não seguem a Bíblia. Incentivam a assistência a usar esses pontos ao procurar ajudar com tato os sinceros a avaliar suas crenças."
Outra maneira de dizer que estão a ser usar "tato" é dizer que estão a usar "guerra teocrática", um eufemismo típico das Testemunhas de Jeová para "não dizer a verdade aos que não têm direito a ela".


As Testemunhas de Jeová, o Anti-semitismo e o Terceiro Reich


A Tentativa de Colaboração com o Nazismo Protagonizada Pela Sociedade Torre de Vigia


M. James Penton


Ao longo dos anos a Watchtower Bible and Tract Society tem dito às Testemunhas de Jeová que enquanto as igrejas alemãs foram culpadas de colaboração com Hitler e com o Partido Nazi, os seus irmãos alemães, geralmente conhecidos como "Sérios Estudantes da Bíblia," tomaram uma posição firme contra os princípios do Terceiro Reich. Devido à posição corajosa tomada por Testemunhas alemãs face a uma perseguição terrível que a muitas delas custou a vida nos campos de concentração de Hitler, elas têm sido correctamente elogiadas por historiadores seculares.
Por exemplo, a revista Watchtower [Sentinela] de 1.º de Outubro de 1984 (p.8) relatou os resultados das investigações de Christine E. King e Michael Kater relativas ao facto de o número de Testemunhas presas e mortas devido à perseguição Nazi ter sido grandemente subavaliado. Citando a Dr.ª King, a revista declarou:
"'Aderiu-se a princípios Teológicos; as Testemunhas permaneceram 'neutrais,' elas eram honestas e completamente fidedignas e como tais, ironicamente, muitas vezes viram-se empregues como criados das S.S.'"
Contudo, o que não tem sido geralmente conhecido pela maioria das Testemunhas de Jeová nem por muitos eruditos independentes é que enquanto Testemunhas alemãs comuns mantiveram em geral a sua integridade e aderência a princípios, os seus líderes -- Rutherford, Knorr e altos funcionários da Watch Tower alemães -- não o fizeram. Rutherford e os outros líderes da Watch Tower tentaram salvar o ramo alemão do seu movimento fazendo dos judeus bodes expiatórios.
Durante a primeira metade da história dos Estudantes da Bíblia-Testemunhas de Jeová, a sua posição pró-judaísmo era notória. Tal como certos milenaristas protestantes americanos do fim do século dezanove e do início do século vinte, C.T.Russell era um forte apoiante de causas Sionistas. Ele recusou tentar converter os judeus, acreditava no restabelecimento dos judeus na Palestina, e em 1910 dirigiu uma audiência judaica em Nova Iorque no canto do hino Sionista, o Hatikva.1 Durante algum tempo o Juiz Rutherford seguiu os seus passos. Em 1926 ele escreveu um pequeno livro intitulado Comfort for the Jews [Conforto para os judeus] que sugeria que a migração judaica para a antiga Terra Santa era um cumprimento da profecia bíblica. Quatro anos mais tarde ele escreveu um livro similar, mais extenso, intitulado Life [Vida].
Mas, subitamente, Rutherford repudiou as suas crenças a respeito dos judeus. O livro Life foi retirado de circulação2 e em 1932 Rutherford proclamou que o "Israel carnal" não tinha nenhum papel específico a desempenhar na história da salvação. Talvez o Juiz estivesse simplesmente ansioso em defender que as Testemunhas de Jeová eram o "verdadeiro Israel de Deus," mas ele pode ter tido outras razões para fazer uma mudança doutrinal dramática desse tipo. No fim da década de 1920 e princípio da década de 1930 o anti-semitismo estava a tornar-se exacerbado nos Estados Unidos e no Canadá com o aparecimento de uma variedade de movimentos, tanto religiosos como políticos.3 Também nessa altura, com o começo da Depressão em 1929, começou a parecer possível que os Nazis, violentamente anti-judeus, pudessem chegar ao poder na Alemanha -- o que aconteceu em 30 de Janeiro de 1933. Portanto, Rutherford estava provavelmente ansioso em separar de todas as maneiras possíveis as Testemunhas da comunidade judaica. No entanto, isso não pode de maneira nenhuma desculpar o que o presidente da Watch Tower e os seus ajudantes estavam prestes a fazer no primeiro ano do Terceiro Reich.
No princípio de Abril de 1933 os Nazis tomaram acção contra as Testemunhas de Jeová. A sua sede da filial em Magdeburg foi penhorada e as suas actividades religiosas pararam temporariamente. Mas em 28 de Abril as autoridades alemãs devolveram as propriedades à Watch Tower Society, e as Testemunhas começaram a reunir-se novamente para continuar o seu proselitismo de casa em casa. Contudo, os líderes das TJ (e as próprias Testemunhas em geral) sabiam que não eram populares junto dos Nazis. Portanto, foi nesse tempo, segundo a versão tradicional das Testemunhas, que o Juiz Rutherford e a comunidade de Testemunhas alemãs decidiram tomar uma posição destemida contra a ditadura de Hitler. O livro Jehovah's Witnesses in the Divine Purpose [As Testemunhas de Jeová no Propósito Divino] declara:
"O Juiz Rutherford tinha estado a observar de perto a situação alemã e estava bem familiarizado com o seu desenvolvimento pois afectava o trabalho das Testemunhas. Com este sério desenrolar dos acontecimentos, ele não perdeu tempo em ir à Alemanha, acompanhado por N.H.Knorr, para ver o que podia ser feito. Em 25 de Junho [...], foi convocada uma convenção em Berlim. A Declaration of Facts [Declaração de Factos] foi apresentada às 7.000 pessoas na assistência em protesto contra o governo de Hitler pela sua forte interferência com o trabalho de testemunho da Sociedade, e foi unanimemente adoptada. A declaração foi enviada a todos os altos oficiais do governo desde o presidente até aos membros do conselho, e 2.500.000 cópias foram distribuídas ao público. A retaliação veio rapidamente. Três dias depois, em 28 de Junho, a propriedade da Sociedade foi penhorada e ocupada, e as suas instalações de impressão foram fechadas por decreto governamental."4
Será que a penhora da propriedade da Watch Tower e a proscrição completa das Testemunhas de Jeová pelo governo alemão aconteceram realmente porque a Declaration of Facts era um firme protesto contra as acções Nazis? Não, muito pelo contrário: aquele documento não passava de uma declaração covarde, interesseira, na qual Rutherford e os seus lacaios tentaram fazer a comunidade das Testemunhas ganhar a simpatia dos Nazis, atacando a Grã-Bretanha, os Estados Unidos, a Liga das Nações, e acima de tudo, os judeus. Numa secção intitulada "Judeus," a declaração diz:
"Somos falsamente acusados pelos nossos inimigos de termos recebido dos judeus apoio financeiro para o nosso trabalho. Nada está mais longe da verdade. Até este momento, nunca houve a mínima quantia de dinheiro contribuída para o nosso trabalho pelos judeus. Nós somos os seguidores fiéis de Cristo Jesus e acreditamos Nele como sendo o Salvador do mundo, enquanto os judeus rejeitam inteiramente Jesus Cristo e negam enfaticamente que ele seja o Salvador do mundo enviado por Deus para o bem do homem. Por si só, isto devia ser prova suficiente em como nós não recebemos nenhum apoio dos judeus e portanto as acusações contra nós são maliciosamente falsas e só podiam vir de Satã, o nosso grande inimigo.
O maior e mais opressivo império na terra é o império anglo-americano. Por este queremos significar o Império Britânico, do qual os Estados Unidos da América são uma parte. Foram os homens de negócios judeus do Império anglo-americano que estabeleceram e têm mantido os Grandes Negócios como um meio de explorar e oprimir os povos de muitas nações. Este facto aplica-se particularmente às cidades de Londres e Nova Iorque, a fortaleza dos Grandes Negócios. Este facto é tão manifesto na América que existe um provérbio a respeito da cidade de Nova Iorque que diz: "os judeus são donos dela, os católicos irlandeses governam-na, e os americanos pagam as facturas." Nós não temos nenhuma luta contra estas pessoas que mencionámos, mas como Testemunhas para Jeová e em obediência ao seu mandamento apresentado nas Escrituras, somos compelidos a chamar a atenção para a verdade acerca deles para que as pessoas possam ser iluminadas a respeito de Deus e do seu propósito."5
Isto não é tudo. Além de condenar a Liga das Nações, a declaração dizia:
"O governo actual da Alemanha declarou-se contra os opressores que controlam os Grandes Negócios e em oposição à influência religiosa errada nos assuntos políticos da nação. Essa é exactamente a nossa posição..."6
Em seguida proclamou:
"Em vez de sermos contra os princípios advogados pelo governo da Alemanha, nós defendemos sinceramente tais princípios, e sublinhamos que Jeová Deus através de Cristo Jesus trará a realização plena desses princípios."7
É claro que, como as Testemunhas descobririam em breve, os Nazis não ficaram impressionados e desencadearam uma onda de perseguição contra eles quase de imediato. Foi então, e só então, que Rutherford, a Watch Tower Society e os líderes das Testemunhas alemãs decidiram opor-se às políticas Nazis de uma maneira intransigente. A Watch Tower Society ainda se gaba da fidelidade das Testemunhas de Jeová alemãs aos princípios cristãos sob o Terceiro Reich, mas também continua a tentar esconder a tentativa de compromisso dos seus líderes com os Nazis em 1933. Embora a Watchtower [Sentinela] de 1.º de Outubro de 1984 cite o livro The Nazi State and the New Religions [O Estado Nazi e as Novas Religiões] de Christine King, não menciona o que a Dr.ª King escreveu acerca da Declaration of Facts [Declaração de Factos] da Sociedade. Por exemplo, numa breve avaliação desse documento, ela faz uma observação que é, se encarada do ponto de vista das Testemunhas, muito incriminatória. Ela declara:
"O documento é uma obra prima no género e digna das outras quatro seitas [os Cientistas Cristãos, os Santos dos Últimos Dias, os Adventistas do Sétimo Dia e membros da Nova Igreja Apostólica], tendo todas elas apoiado, de uma maneira ou de outra, o estado Nazi."8
Noutro parágrafo ela diz:
"Tendo tentado assegurar às autoridades, pela Declaration of Facts, que eram bons cidadãos, tendo interpretado e explicado os seus ensinos de um modo que, dadas as preocupações do regime, pretendia acalmar medos e oferecer uma certa medida de compromisso, as Testemunhas parecem ter esperado que daí em diante não teriam mais incómodos. Não se tinha a declaração juntado aos Nazis na condenação da Liga das Nações, não tinha descrito o Nacional Socialismo como estando contra as injustiças que os alemães tinham sofrido desde 1919 e não tinha terminado com um apelo pessoal ao Führer?"9
Portanto é francamente impossível que a liderança actual da Sociedade possa estar ignorante a respeito da Declaration e da sua natureza comprometedora e anti-semita. Contudo, quando confrontados com os factos, os porta-vozes da Watch Tower Society negam tudo categoricamente, e na revista Awake! [Despertai!] de 8 de Junho de 1985 (p.10) -- depois de condenarem o clero de outras igrejas por ter apoiado o Nazismo -- proclamaram:
"Contudo, houve um grupo na Alemanha que defendeu corajosamente os princípios cristãos. Esse grupo foram as Testemunhas de Jeová. Contrariamente ao clero e aos seus seguidores, as Testemunhas recusaram colaborar com Hitler e com os Nazis. Elas recusaram-se a violar os mandamentos de Deus. Elas não quebrariam a sua neutralidade cristã em assuntos políticos. (Veja Isaías 2:2-4; João 17:16; Tiago 4:4.) Elas não atribuíram Heil, ou salvação, a Hitler, como fizeram a grande maioria dos rebanhos do clero."
É difícil imaginar como é que os líderes de uma organização religiosa que alega ser o único canal de verdade de Deus na terra podem ser culpados de tais mentiras e hipocrisia descaradas, mas que são culpados, são. Os factos falam por si mesmos. Mas há mais a ser dito sobre o assunto além do que é discutido acima. Por causa das suas pretensões ultrajantes, os homens que governam as Testemunhas de Jeová têm sido culpados de muitos outros crimes terríveis.

Notas

1 Para um estudo completo do sionismo de Russell, veja David Horowitz, Pastor Charles Taze Russell: An Early American Christian Zionist [O Pastor Charles Taze Russell: Um dos Primeiros Sionistas Cristãos Americanos] (New York: Philosophical Library, 1986).
2 Existe uma recensão crítica da Watch Tower sobre o livro Life [Vida], escrita depois de Rutherford ter mudado a política da Watch Tower Society em relação aos judeus, na The Golden Age [A Idade de Ouro] de 26 de Outubro de 1932, p.54.
3 O movimento mais importante entre estes era o Ku Klux Klan, que estava muito difundido em ambos os países. Mas o Klan -- que também era contra os Caucasianos e contra os Católicos -- era apenas um desses movimentos. O anti-semitismo também era abundante entre os Católicos Americanos e Canadianos, sendo alguns deles abertamente pró-fascistas. Isto acontecia especialmente na província do Quebeque.
4 p.130.
5 Tradução do texto da edição inglesa do 1934 Year Book of Jehovah's Witnesses [Anuário das Testemunhas de Jeová de 1934] (Brooklyn, N.Y.: Watch Tower Bible and Tract Society, 1933), p.134.
6 ibid., p.135.
7 ibid., p.136.
8 Christine Elizabeth King, The Nazi State and the New Religions: Five Case Studies in Non-Conformity [O Estado Nazi e as Novas Religiões: Cinco Casos de Estudo de Inconformismo] (New York & Toronto: The Edwin Mellen Press, 1982), pp.151, 152.

A VERDADE VOS LIBERTARÁ. SAIA DA REDE DAS TESTEMUNHAS DE JEÓVA . A.

Nova Luz Vinda de Livros Antigos e Opositores Mortos


Gary Busselman




Em apoio da sua recente alteração na interpretação Bíblica a respeito da expressão "esta geração" (Matteus 24:34), o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová apresentou quatro documentos. (Watchtower (Sentinela), 1.º de Novembro de 1995, p. 12)


Estes foram:


1. Greek-English Lexicon of the New Testament (Léxico Greco-Inglês do Novo Testamento), de Walter Bauer.


2. Expository Dictionary of New Testament Words (Dicionário Expositivo de Palavras do Novo Testamento), de W. E. Vine.


3. Greek-English Lexicon of the New Testament (Léxico Greco-Inglês do Novo Testamento), de J. H. Thayer.


4. The Theological Dictionary of the New Testament (O Dicionário Teológico do Novo Testamento [1964]), editado por Gerhard Kittle.


Depois de ler a Watchtower (Sentinela) de 1.º de Novembro de 1995, um amigo meu, Steven A. Hickey, pastor da Harvest Covenant Church em Sioux Falls, SD (que também é perito bíblico e teólogo) perguntou-me, "Como é que eles extraem 'nova luz' de um indivíduo que já morreu há cem anos?" Na minha pesquisa subsequente que ele inspirou, descobri que o Corpo Governante se baseia muitas vezes em "sabedoria do mundo" de livros antigos e opositores mortos, que foram educados pela "Cristandade apóstata" e membros da mesma. (Desculpem lá, a expressão é da Watchtower, não é minha.) Aqui estão alguns factos adicionais a respeito destas fontes.


1. Walter Bauer (1877-1960), Lexicógrafo Alemão. Ensinou em Gottingen de 1916 a 1945. (Wycliffe Biographical Dictionary of the Church [Dicionário Biográfico da Igreja, de Wycliffe], 1982, Moody Press, Chicago.)


2. William Edwy Vine (1873-1949), OPOSITOR declarado das Testemunhas de Jeová, chamou heresias aos seguintes ensinos das Testemunhas: salvação condicional, negação da Divindade de Cristo e da Trindade. (Só na enciclopédia Insight on the Scriptures (Estudo Perspicaz das Escrituras), Vine foi citado em seu apoio pela Watchtower 52 vezes.) Perito Grego, educador, editor, pastor e autor, educado na University College of Wales; BA & MA (bacharelato e mestrado) em "Clássicos Antigos" da University of London, pastor na Manvers Hall Church, em Bath, durante 40 anos. Celebrava o Natal, acreditava no Inferno e acreditava que Cristo é Deus, que Ele morreu numa CRUZ, que é correcto dirigir-se-lhe em oração, e que todos os crentes devem participar na Refeição Nocturna do Senhor.


Vine negava o conceito de uma "organização" Cristã primitiva e de uma ressurreição "selectiva". Ele escreveu dois volumes acerca dos "Tempos do Fim" e acerca da parousia. Vine ensinava que a parousia não devia ser traduzida de maneira nenhuma e que esse acontecimento (a parousia) começará com o arrebatamento da Igreja (quando os crentes se encontram com Cristo no ar) e acabará com a manifestação de Cristo em glória. (Publisher's Forward of Vine's Expository [Prefácio do Editor ao Expositivo de Vine], 1981 ed. e W.E. Vine, His Life and Ministry [W.E. Vine, a Sua Vida e Ministério], Oliphants LTD, Londres, 1951)


3. Joseph Henry Thayer (1828-1901), lexicógrafo do Novo Testamento, nasceu em Boston, MA [mestrado], Universidade em Harvard e seminário em Andover. Ordenado pastor na Igreja Congregacional em 1859. Professor de literatura sagrada no Andover Theological Seminary (1864-1882). Conferencista na Harvard Divinity School (1883-1901). Elemento chave na fundação da American School of Oriental Research (Escola Americana de Investigação Oriental) em Jerusalém. (Wycliffe Biographical Dictionary of the Church [Dicionário Biográfico da Igreja, de Wycliffe], 1982, Moody Press, Chicago.)


4. Gerhard Kittle (1888-1948), perito bíblico Grego, nasceu em Breslau, Alemanha. Professor em Kiel (1913) e Leipzig (1917), professor do Novo Testamento em Greifswalg (1921-1926) (ibid. p. 229)


Analogamente, a publicação Insight On The Scriptures [Estudo Perspicaz das Escrituras] da Watchtower, vol. 1, p. 440, tenta ganhar credibilidade citando as seguintes fontes de "sabedoria do mundo".


Strong's Exhaustive Concordance of the Bible (Concordância Exaustiva da Bíblia, de Strong). James Strong (1822-1894), perito e educador bíblico Metodista. Membro do Comité de Revisão da Anglo-American Bible. (Wycliffe Biographical Dictionary of the Church [Dicionário Biográfico da Igreja, de Wycliffe], 1982, Moody Press, Chicago, p. 385)


Edward Robinson's Greek and English Lexicon (Léxico Grego e Inglês de Edward Robinson). Edward Robinson (1794-1863), perito bíblico Americano, estudou no Hamilton College e aprendeu Grego no Andover Theological Seminary. Fez muita pesquisa e escreveu muito sobre teologia. (Who Was Who in Church History [Quem Foi Quem na História da Igreja], Moody Press, Chicago, 1962.)


O que é que todas estas fontes da Watchtower têm em comum?


Todos eles já faleceram. (Homens que já morreram há muito tempo normalmente não escrevem, não telefonam nem aparecem em vídeos.)


Todos eles tiveram uma educação Universitária (ao contrário da maioria das Testemunhas que eu conheço). Liam Grego e Hebraico (ao contrário de todas as Testemunhas que eu conheço).


Nenhum deles era Testemunha de Jeová. Todos eram estudantes e/ou membros da "Cristandade".


Todos eles eram escritores do que a Watchtower chama "sabedoria do mundo".


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